5º Prêmio Odebrecht Brasil para o Desenvolvimento Sustentável 2012

E desta vez, falo de terras cariocas, nublado hoje, mas com aquele gostinho de estar visitando “o mar”… Ou seja, feliz! A convite da Odebrecht, venho para acompanhar a premiação do 5º Prêmio Odebrecht para o desenvolvimento sustentável, o que para mim foi uma honra, pois, além do convite, vou poder conhecer de perto ações e projetos vencedores e que são magníficos.

O Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável tem como principais objetivos reconhecer e incentivar os jovens universitários que se propõem a pensar a engenharia em uma perspectiva sustentável e gerar conhecimento sobre o tema. Para trilhar os caminhos para o desenvolvimento sustentável, a Odebrecht está contando com a contribuição de estudantes universitários de todo Brasil. O Prêmio Odebrecht é uma iniciativa de empresas da Organização. Além de ser realizado no Brasil, a premiação também ocorre em Angola, Argentina, Estados Unidos, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela. Nos oito países, foi submetido em 2012 um total de 356 trabalhos.

Segue abaixo os 5 ganhadores da edição 2012:

1° Aproveitamento dos resíduos de biomassa da construção civil (RCC) para geração de combustíveis sólidos (Pellets) e gasosos.

Humberto da Silva Santos; Orientador: Sérgio Peres Ramos da Silva

Universidade de Pernambuco – UPE

2° Verga de controle solar.

Marcelo Langner; Odoni Antonio Ruschel Junior; Patricia Soares Teixeira; Orientador: Egon Vettorazzi

União Dinâmica de Faculdades Cataratas – UDC

3° Compósitos obtidos através da substituição parcial do agregado miúdo pela cinza do bagaço da cana em microconcretos: resistência, mecânica e durabilidade.

Larissa Barbosa de Souza; Juliane Palmas de Souza; Hingrid Freire Marques. Orientador: Antonio Aparecido Zanfolim

Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

4° Nova abordagem de sistema de esgotamento sanitário em comunidades isoladas e tradicionais contemplando a segregação das águas servidas.

Bernardo Nascimbeni de Brito ; Alice César Fassoni; Diogo Faria Machado. Orientadora: Ana Augusta Passos Rezende

Universidade Federal de Viçosa – UFV

5° Estudo sobre a reutilização de lodo de ETA para produção de tintas ecológicas.

Gabriel Estevam Domingos; Orientadora: Rita Cristina Cantoni Palini

Centro Universitário Monte Serrat – UNIMONTE

Gostou? Eu gostei muito.  A cerimônia de premiação será realizada no dia 20 de março (amanhã), no centro de Convenções da FIRJAN, no Rio de Janeiro. Os cinco projetos vencedores, de universidades de Pernambuco, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo, foram analisados por uma comissão julgadora sob a ótica da viabilidade econômica, responsabilidade ambiental e inclusão social. Cada trabalho receberá R$ 60 mil reais, sendo que o autor, ou grupo de autores, orientador e universidade ganham R$ 20 mil reais cada. Os estudantes autores dos trabalhos classificados serão convidados a participar de processos seletivos para vagas nas empresas da Organização Odebrecht.

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Se você quer conhecer cada projeto, segue o release que a Odebrecht encaminhou:

O projeto vencedor de autoria de Humberto da Silva Santos, da Universidade de Pernambuco, aborda o aproveitamento dos resíduos de biomassa da construção civil para a geração de combustíveis sólidos e gasosos. Para a conclusão do trabalho, foi realizada a caracterização físico-química e energética da madeira para avaliar o potencial de aproveitamento dos RCC (resíduos da construção civil), que na Região Metropolitana do Recife atinge entre 3 mil a 4 mil toneladas por dia, como fonte de energia renovável. Os resultados mostraram que os resíduos de madeira originaram combustíveis sólidos de alta qualidade. Experimentos para a conversão de um combustível sólido em gasoso conseguem produzir um gás combustível que pode ser usado para geração de energia elétrica.

Já o segundo lugar, conquistado por Marcelo Langner, Odoni Antonio Ruschel Junior e Patricia Soares Teixeira, da União Dinâmica de Faculdades Cataratas, do Paraná, propõe uma solução para controlar a radiação solar que atravessa as aberturas dos edifícios, incentivando o uso e a entrada de luz natural para o interior do ambiente, reduzindo significamente o consumo de energia elétrica.

O trabalho da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, realizado por Larissa Barbosa de Souza, Juliane Palmas de Souza e Hingrid Freire Guimarães, apresenta uma forma de minimizar o impacto ambiental e dar um destino final à cinza residual do bagaço de cana de açúcar, utilizado para a cogeração de energia por meio de sua queima em caldeiras.

Um sistema de esgotamento sanitário mais compacto e descentralizado para comunidades isoladas e rurais foi tema do projeto da Universidade Federal de Viçosa, de Minas Gerais, de autoria de Bernardo Nascimbeni de Brito, Alice César Fassoni e Diogo Faria Machado, que ocupou o quarto lugar. Na quinta posição, conquistada por Gabriel Estevam Domingos do Centro Universitário Monte Serrat, em Santos (SP), será premiado um estudo sobre a reutilização de lodo de Estações de Tratamento de Água para produção de tintas ecológicas.

De acordo com o regulamento, estudantes de cursos de graduação de todo o Brasil podem participar e inscrever seus projetos, sendo que pelo menos um dos integrantes do grupo de autores deve ser aluno dos cursos de engenharia (qualquer engenharia), agronomia ou arquitetura. O projeto deverá conter os elementos de uma proposta de solução de engenharia, alternativa de solução tecnológica ou inovação que se mostre viável em sua execução, ou já com dados de testes ou de aplicação que demonstrem esta viabilidade.