#CF2016 – A Campanha da Fraternidade e os temas de meio ambiente

Ontem na missa do 2° domingo comum, foi apresentado no jornal “O Domingo” o texto “A CF e os temas do meio ambiente“, no qual apresento na íntegra abaixo. Nele são apresentados alguns temas já falados pela igreja e que propõe um olhar cuidadoso sobre o meio ambiente. Em junho passado o Papa Francisco publicou a carta encíclica Laudado Si‘, sobre o cuidado da casa comum, e em 2016 a Campanha da Fraternidade não poderia ter pensando em algo diferente.

Campanha da Fraternidade 2016

O texto a seguir é do padre Luiz Carlos Dias e foi apresentado no folheto n°4: Com o tema “Casa comum, nossa responsabilidade”  com o lema, “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24). A CFE-2016 vem e incide novamente em questões do meio ambiente , a exemplo de campanhas anteriores. Em 2014, a CF abordou o tema “água” com o objetivo de conscientizar a sociedade de que a água é fonte da vida, necessária a todo ser vivo e direito da pessoa humana. Também procurava mobilizar as pessoas  em vista da efetivação deste direito para as gerações presentes e futuras, alertando para o perigo da privatização deste precioso bem.

Em 2007, CF chamou a atenção para o ecossistema amazônico, sob a ameaça de um projeto econômico despreocupado da preservação de seus povos e de sua biodiversidade. Assim expressava o objetivo: “conhecer os valores e a criatividade dos povos da Amazônica e as agressões que sofrem por causa do atual modelo econômico e cultural, afim de chamar a conversão, à sociedade, a um novo estilo de vida e a um projeto de desenvolvimento humano baseados nos valores humanos e evangélicos, seguindo a prática de Jesus no cuidado com a vida humana, especialmente dos mais pobres e de toda a natureza“.

Em 2011, a CF refletiu sobre as mudanças climáticas com o tema “Fraternidade e vida no planeta“. Seu lema “A criação geme em dores de parto” (RM 8,22), apontava para as feridas abertas no planeta pelos maus tratos decorrentes da sua excessiva exploração. Foram campanhas proféticas. Hoje, mais que em 2014, sabemos que a água é um bem finito que pode faltar, quer pelo excesso de consumo, quer pelas mudanças climáticas. Por sua vez, a falta de água na região sudeste escancara de vez o fato de que o comportamento do clima está mudado. Diante disso, a sociedade, no exercício do cuidado da “Casa Comum”, precisa se mobilizar a preservar a Amazônia. Acolhamos a CFE-2016, novamente profética no tema proposto.

Este texto nos faz lembrar que as ações religiosas podem sim servir de educação ambiental para os povos, dando a eles uma nova visão de como preservar o meio em que vive, a chamada casa comum.

Mais informações: Portal Kairos  | Fonte: Folheto O Domingo n°4 de 17/01/2016