A saúde do solo é a sua saúde

Por Fernanda Alves

Existe um ditado popular que diz: “Eu sei onde estou pisando”. E nós, sabemos muito bem onde pisamos. Porém pergunto, sabemos cuidar em que estamos pisando? Para alguns, chão, para outros terra, outros ainda pasto, verdade seja dita, tudo isso tem um nome: solo. Visualmente os solos são todos iguais, na pratica não é bem assim. Os solos variam de um lugar para o outro, dificilmente se encontram dois solos perfeitamente iguais. São diversas as maneiras de ver e entender os solos.

Segundo a Wikipédia, o Solo é um corpo de material inconsolidado, que recobre a superfície terrestre emersa, entre a litosfera e a atmosfera. Os solos são constituídos de três fases: sólida, líquida e gasosa. Essas fases podem ser encontradas em diferentes proporções, dependendo de fatores como tipo de solo e forma de utilização.

Voltando ao nosso cotidiano, para uma dona de casa o solo talvez se apresente na terra que se locomove grudada nos sapatos e se espalha pelos nos cantos da casa, para o motoqueiro, como a poeira que lhe fere os olhos e dificulta a visão, para um engenheiro civil como o material sobre o qual ele tem que erguer seu edifício e para maioria tratam o solo/terra como sinônimo de sujeira.

Porém, para o produtor o solo é muito mais que uma camada de material não consolidado assentada sobre rochas e muito mais que um material constituído de minerais e matéria orgânica, consegue enxergar que o processo de formação do solo é extremamente lento por isso exige cuidado, o solo acima de tudo significa vida, e é dele que vem o sustento de todos, independente de raça, ou de classe social.

Hoje comumente vemos a conseqüência dos maus tratos ao solo, que estão cada dia mais visíveis; a poluição do solo, as queimadas, a contaminação de lençóis freáticos, gases tóxicos, alterações ambientais, agentes poluentes: lixo, esgoto, agrotóxicos, materiais tóxicos. E sem duvida a erosão um dos problemas mais urgentes da humanidade. Ela já arruinou milhões de hectares de terra que antes se cultivavam e já reduziu muitos outros a uma condição definitivamente lastimável. Um exemplo recente em nossas memória foi a tragédia de 2008 em Santa Catarina onde diversos deslizamentos vitimaram dezenas de pessoas.

A maior parte de nossas terras de cultivo estão perdendo constantemente parte de seu solo devido aos métodos de trabalho empregados. A menos que projetemos de forma adequada as terras boas que contamos, teremos um dia que enfrentar uma séria escassez de terras cultivadas. A conservação do solo, embora em alguns de seus fundamentos tenha sido conhecida e adotada pelos agricultores desde épocas remotas, vem, ultimamente, tomando o caráter de uma nova ciência, tal a soma de conhecimento que modernamente vem reunindo, com algumas praticas conservacionistas simples, podemos reduzir bastante as perdas de terra ocasionadas pelas chuvas, pelo lixo jogado em lugar inadequado, e nos sensibilizarmos que cuidar da saúde de nosso solo é cuidar da saúde de nós mesmos.