Agora você só precisa “existir” para gerar energia: Sueco aproveita o calor humano para suprir energia em edifício

Liga a televisão e só se fala em Energia Nuclear, sim, provocado pelo vazamento de uma Usina no Japão após os terríveis acontecimentos (terremoto/tsunami). Em noticiários da TV, vi que 25% de toda a energia consumida no Japão vem desta fonte, que é bem perigosa e ainda há toda uma discussão em relação ao lixo nuclear, mas não vamos nos aprofundar agora nisto.

Sabe-se que a necessidade de energia para a “sobrevivência” das pessoas hoje em dia é praticamente prioritária, pensando nisto no preços da energia que estão sempre subindo, as soluções criativas para reduzir os gastos e aproveitar os recursos disponíveis estão sendo explorados por várias empresas. Os engenheiros da Jernhusen, companhia imobiliária que detém a Estação Central de Estocolmo, descobriram uma nova maneira de capturar e usar o calor humano.

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O plano consiste em capturar a energia gerada pelo calor dos corpos por meio de receptores instalados por toda a movimentada estação. Os engenheiros utilizam trocadores de calor no sistema de ventilação, para transferir o excesso de calor corporal para a água e depois “bombeá-la” para um prédio de escritórios anexados à estação fornecendo-lhe um aquecimento eficaz e ambientalmente correto.

A Estação Central na Suécia é a maior e mais movimentada estação ferroviária da Europa setentrional com quase 250 mil passageiros por dia. Todos os corpos em movimento geram calor excessivo no edifício, apesar do clima frio. O processo pode reduzir o custo energético do edifício em até 25%.

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“As pessoas agora estão começando a pensar sobre as redes de distribuição urbana de calor em todos os lugares”, diz Doug King, um consultor especializado em inovação de design e desenvolvimento sustentável na construção civil. 

“Esta é uma tecnologia antiga, que está sendo usada de uma maneira nova. A única diferença aqui é que temos compartilhado a energia entre dois edifícios diferentes “, diz Klas Johansson, que é um dos criadores do sistema e chefe de divisão ambiental da Jernhusen. 

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Esta solução criativa de Jernhusen nos lembra que há muitas fontes disponíveis de energia que podem reduzir os custos e reduzir os impactos ambientais. A obra custará um bilhão de euros e tem conclusão prevista para junho de 2012.

Fonte: CicloVivo