Amazonia Live celebrou o Dia da Árvore com apelo à população pela preservação ambiental

Projeto do Rock in Rio — em parceria com Instituto Socioambiental (ISA), Conservação Internacional-Brasil (CI-Brasil) e Fundo Brasileiro para Biodiversidade (FUNBIO) — possibilita que as pessoas se envolvam com o tema e façam sua parte de forma muito simples para ajudar na recuperação da Amazônia

O dia da árvore, comemorado no dia 21 de setembro, é um excelente momento para refletir sobre a situação da floresta amazônica. O Imazon, organização não-governamental que se dedica ao monitoramento do desmatamento na Amazônia, divulgou no dia 19/9 que, no mês de agosto passado, houve um crescimento de 41% da área de floresta derrubada em comparação ao mesmo mês em 2015. Os estados que mais desmataram foram o Pará, com 40% do total, e o Amazonas, 26%.

(Dados do Imazon referentes ao período de Agosto de 2016)

(Dados do Imazon referentes ao período de Agosto de 2016)

Segundo a Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg), de 1500 a 1977, cerca de 4,7% da Amazônia foi desmatada. Só nos últimos 36 anos, este número subiu para 18%. Até 2013 o Brasil perdeu, segundo a Raisg, 632 mil km2 de florestas. O desmatamento afeta o clima e o equilíbrio das chuvas. Afeta diretamente quem está perto e também quem vive bem longe da floresta.

Os números das perdas de floresta são impressionantes. De acordo com dados do Imazon, a degradação florestal (florestas intensamente exploradas pela atividade madeireira e/ou queimadas), por sua vez, aumentou 185% no período de julho e 2015 a julho de 2016. Além disso, nos últimos meses, cerca de 20% do desmatamento ocorreu dentro de unidades de conservação, que teoricamente deveriam estar protegidas (reservas biológicas, Flonas – Amazônia).

A região da Amazônia é estratégica, pois abriga a mais importante reserva de biodiversidade do mundo, com papel fundamental na redução do impacto do aquecimento global. E, para reverter essa tendência de aumento no desmatamento da Amazônia, são necessárias políticas públicas, inclusive reforço na fiscalização, e iniciativas da sociedade. Por isso, o Rock in Rio decidiu abraçar esta causa e convocar a população para ajudar a mudar esta situação tão crítica trazendo o Amazonia Live – um projeto socioambiental que tem como objetivo chamar atenção para a urgência do engajamento no combate às alterações climática — que vai restaurar áreas desmatadas nas cabeceiras e nascentes do Rio Xingu, entre outras áreas emergenciais. O início do projeto aconteceu com um grande show inédito no Rio Negro, em Manaus, transmitido para o mundo e chamando atenção para as questões ambientais. A primeira etapa do Amazonia Live será entregue em setembro de 2017, quando será realizada uma nova edição do Rock in Rio no Brasil.

Hoje, o Rock in Rio, junto a parceiros (Banco Mundial, Universidade Estácio de Sá, Conservação Internacional (CI-Brasil), Itaú, Manaus Luz, Manaus Ambiental e Gol), já garantiu o plantio de mais de 2,9 milhões de árvores na região do Xingu. A meta é chegar a 4 milhões com o envolvimento do público. Todos podem se engajar, participar e doar. É muito simples. Basta entrar no site do Amazonia Live e fazer sua contribuição. Uma árvore custa apenas R$4,50.

Um time de peso garantirá o sucesso desse projeto, desde a arrecadação do fundo, até o plantio em si e a conservação local. A parceria envolve o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), o Instituto Socioambiental (ISA) e a Conservação Internacional (CI-Brasil) e visa contribuir para a restauração florestal, a recuperação de nascentes e matas às margens dos rios e gerar renda de forma participativa e inclusiva às comunidades locais.

Fonte: Comunicação