Brasil vs Alemanha/Berlim: A reinvidicação de uma agricultura mais verde

Digamos que eu estou tentando voltar a ter uma vida normal, mas sem emprego (ainda) e sem uma rotina, eu juro que nada parece entrar no lugar, mas #VQV #VamosQueVamos!!!

Mais e você, aí sentadão no sofá ou na frente do computador, achando que tudo quanto é problema só acontece aqui no Brasil, digamos que eu não possa generalizar, nem eu e nem você de pensar isto, mas digamos que uma informação hoje me deixou intrigada, segue: Mais de 30 mil protestam em Berlim por uma agricultura mais verde. O texto que já está em vários sites brasileiros, traz a informação de que a população foi às ruas de Berlim no último dia 18, pedir uma agricultura mais sustentável e se manifestar contra a negociação do acordo de livre-comércio entre Estados Unidos e União Europeia. Não é de hoje que eu vejo isto no Brasil, claro que aqui não lutamos contra uma negociação entre líderes do comércio internacional, mas sim a favor de uma agricultura mais saudável e com menos agrotóxicos, sim! Isto está cheio aqui na internet e nas redes sociais, é só fazer uma simples busca no Google.

Mais de 100 organizações e associações ambientais e beneficentes convocaram o protesto, que vai até 26 de janeiro. Foto: AFP

Mais de 100 organizações e associações ambientais e beneficentes convocaram o protesto, que vai até 26 de janeiro. Foto: AFP

Em tempos, o país já se acostumou com tudo isto, o costume é em partes por conta do comodismo e também porque temos um país em que a maioria do consumo dos próprios brasileiros, vem de hortas e plantações provenientes de agricultura familiar. “Mais Há Daiane, claro que não!! Olha São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades, o consumo é feito por empresas com grandes centros comerciais e supermercados, tuuuudo proveniente de grandes latifundiários“. Tudo bem, mas vamos lá, às grandes cidades de nosso país, grandes mesmo, até elas são recheadas de feiras no final de semana, e às outras milhares de pequenas cidades do nosso país, elas também são abastecidas por trabalhadores da agricultura familiar. Já falei aqui no blog uma vez, sobre uma oficina no qual estavam representantes da comunidade agro-familiar, a grande queixa deles, era justamente a inserção e o crescimento de uma agricultura não tão verde assim.

Em Berlim, a pauta diz que tal medida poderá “prejudicar agricultores e consumidores” europeus. Até “lá” eles estão preocupados com concentração de terras agrícolas nas mãos de grandes investidores.

Eu não vejo tantos problemas com relação a isto, aos grandes investidores. Vejo maior o problema é quando os mesmos incentivos não são tratados de igual para igual, quando há privilégios. Até mesmo nos grandes supermercados, há uma procura por alimentos orgânicos (colocando eles em pauta, por  obterem selos de alimentos livres de agrotóxicos), e isto é uma amostra de que o consumidor tem um poder de escolha.

Mais de 100 organizações e associações ambientais e beneficentes convocaram o protesto, em paralelo ao Salão de Agricultura de Berlim, um dos maiores do mundo, que vai até 26 de janeiro. No sábado, 72 ministros da Agricultura do mundo inteiro se reuniram no evento.

Além de tudo isto, os manifestantes criticaram as condições de criação dos animais, os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e a concentração de terras agrícolas nas mãos de grandes investidores. Eles também reivindicaram uma alimentação de melhor qualidade, um apoio mais ativo aos jovens agricultores e à agricultura biológica, além de pedirem a erradicação da fome no mundo.

O que achei brilhante nesta notícia, foi o fato de eles escolherem a hora e o local certo para esta ação, e ainda mais, além de todo o foco que já foi explicado aqui, eles ainda solicitam a erradicação da fome… Eu considero que a fome é um problema tão peculiar e sensível quanto a erradicação da dengue, logo a dengue, que é uma “amiga” nossa anualmente, todo ano alguém se lembra desta “querida”, incrível, o problema da dengue e da fome e de vários outros problemas de cunho mundial, só serão “erradicados” quando a galera parar de olhar para o próprio umbigo, o que não é fácil e também não é de um dia para o outro, até lá, isto vai dar pauta para muitos dias… Anos!

“A grande maioria das pessoas não quer carne com hormônios e organismo geneticamente modificados”, completou Jochen Fritz, um dos organizadores.

Em todo o mundo, esta é uma questão de escolha…