#CF2016 – O saneamento básico e a água

Campanha da Fraternidade 2016

O papa Francisco, na Laudado Si, referindo-se à importância da água potável para a vida humana (“é indispensável para a vida humana e para sustentar os ecossistemas terrestres e aquáticos”), toca em alguns dos grandes problemas atuais vivenciados pelas sociedades em relação a esse precioso bem, particularmente em dois: o primeiro, o uso excessivo deste bem, que é finito (“em muitos lugares, a procura excede a oferta sustentável”); o segundo, o gerenciamento ineficiente (“nem sempre se administra com uma gestão adequada e com imparcialidade”).

Essas questões são pertinentes no tratamento da temática da água no Brasil. O país é privilegiado em recursos hídricos, possui 12% da água doce do mundo, mas o risco de desabastecimento, antes restrito às áreas áridas, estendeu-se às grandes cidades das regiões Sudeste e Sul.

As projeções de especialistas indicam que, num futuro próximo, a água tende a se tornar recurso ainda mais raro, gerando até disputas e conflitos . As recentes experiências de escassez apontam para a veracidade dessas projeções. No entanto, o acesso à água potável e de uso doméstico é um direito a ser garantido. Mesmo diante de tais fatos, nota-se a exploração predatória dos recursos hídricos no país, e todas as áreas da sociedade que usam a água precisam se comprometer com a utilização responsável.

Segundo dados da ONU, o consumo da água doce ocorre da seguinte forma: a agricultura responde por 70%, a indústria por 20%, e as residências por 10%. Diante disto, espera-se que a produção agrícola otimize o uso da água nas irrigações e seja acompanhada nessa preocupação pelas indústrias, pois o uso responsável não pode se restringir aos lares. O tratamento de esgotos urbanos e industriais revela-se também fundamental para a conservação dos recursos hídricos, além do reuso e da captação de água da chuva para fins alternativos.

Texto de Pe. Luiz Carlos Dias

O texto acima é claro, a água precisa ser conservada, e é indispensável que as empresas de qualquer porte inviabilizem uma parte de seus lucros para a conservação da água, isto não gera apenas uma visibilidade ambiental favorável para a empresa, mas também gera lucros futuros. Me recordo que na época da faculdade de engenharia ambiental, eu tinha um professor que batia na tecla de que o saneamento não deve apenas ser básico, ele até comentava que esta denominação de “saneamento básico” já estava escassa, o que eu não retiro a ideia dele. Realmente o saneamento ele engloba vários outros fatores: saúde, finanças/mundo empresarial, governo/estado e órgãos públicos, indivíduos e vários outros seguimentos. Está na passando hora de começarmos a olhar para o problema da água como NOSSO!