Cientistas criam alto falante para interpretar sons do golfinhos

Cientistas e investigadores japoneses da Tokyo University of Marine Science and Tecnology podem se tornar as primeiras pessoas a se comunicarem com golfinhos usando sua própria língua.

Golfinhos, possuem muitos traços humanos sociais e sexuais, são muitas vezes consideradas como um dos animais mais inteligentes do planeta. O problema é que, apesar de nossa própria inteligência, nós realmente não sabemos como golfinhos pensam e (ou macacos ou porcos ou corvos) são, porque não podemos compreender a sua linguagem. Um estudo no Brasil da revista super interessantes pode ser visto aqui.

Os sons são traduzidos há muito tempo e você nem percebe. Por exemplo: Você liga para central de atendimento da sua operador e a mesma sugere; – Clique em 9 para falar com um de nosso atendentes. O botão nove não foi sugerido por acaso, ele gera um tom, que por sua vez varia na forma de frequência em um intervalo de tempo.

Ainda não entendeu? Calma vou explicar:

Você já deve ter ouvido falar ou ler que existe um código chamado de sistema binário na eletrônica digital, a mesma trabalha com : 0,1. Na lógica binária o número nove é representado da seguinte forma: 1001, então quado você digita nove no seu telefone é enviado um tom que gera uma frequência que um chip do outro lado da linha converte em binário fazendo a máquina entenda que você quer falar com a atendente e transfere sua ligação. Um exemplo é o Bina DTMF: identificador de chamadas.

O mesmo exemplo citado acima serve com analogia para o que foi feito neste aparelho dos sons golfinhos:

Enquanto a voz humana em geral varia de 300Hz a 3kHz, e conseguimos ouvir de 10Hz a 20kHz, os golfinhos podem produzir e ouvir sons de até 150KHz. Em teoria, os pesquisadores podem agora sair para o mar  e começar a conversar com golfinhos – ou pelo menos iniciar o caminho muito longo para compreender a comunicação dos golfinhos.Agora com essa tecnologia poderemos compreender melhor as reações de outros animais, além de nós.

Fonte do estudo: Tokyo University of Marine Science and Technology