Desmatamento: causas e consequencias

Por meio de imagens de satélite o pesquisador Alan Kardec Elias Martins, coordenador do @Nemet-RH – Núcleo Estadual de Meteorologia e Recursos Hídricos da Unitins – Fundação Universidade do Tocantins, mostrou a realidade da vegetação na região Norte. No seu painel para o Seminário Regional de Mudanças Climáticas, que aconteceu na tarde dessa segunda-feira, 10, Martins apresentou causas e conseqüências desse que é um dos principais fatores das mudanças climáticas.

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Martins ressaltou que as principais causas são a venda de madeira ilegal e a criação de gado sem respeitar a legislação ambiental vigente no país. O pesquisador lembrou, ainda, que as queimadas estão ligadas ao desmatamento, pois é esse o destino da vegetação sem valor comercial.

“Essa política de desmatamento acaba aumentando a incidência de enchentes”, acrescentou Martins. Ele explicou que muitos proprietários de terra cortam a mata ciliar e esse rio perde a sua barreira natural. “Além disso, o desmatamento pode causar erosão no solo”.

Ao final de sua apresentação, o pesquisador falou sobre a necessidade de mudar essa realidade. “Uma alternativa para essa realidade é trabalharmos mais e melhor com educação, ciência e tecnologia”, frisou Martins. Segundo a jornalista Thâmara Filgueiras.

Além disto o palestrante lembrou dos vários tipos de desmatamento, como os de encostas ausência de vegetação ciliar nos igarapés), usos inadequados dos topos de morros pela agricultura, a criação de gado que extrai espécies nobres, com o simples uso de tratores que devastam estas áreas rapidamente. Lembrou da perda da fertilidade do solo, deixando estas pastagens degradadas,  gerando até áreas abandonadas em regeneração.

Logo após sua apresentação o representante do @Naturatins (Instituto Natureza do Tocantins), mostrou o plano de ação de todos os programas de gestão da política ambiental realizada pelo instituto, além dos diagnósticos das áreas desmatadas do Estado do Tocantins, no qual era bem claro perceber como a área do lado esquerdo da BR-153 que corta o estado de Norte a Sul está bem mais degradada.