Fera Sustentável: Ford Mustang comemora 10 anos da introdução de bancos com espuma de soja

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O Ford Mustang é conhecido pelas inovações no design, na potência e nos recursos de direção, mas é pioneiro também em sustentabilidade. Há 10 anos, foi o primeiro carro a introduzir bancos feitos com espuma de soja, material que hoje equipa todos os veículos da marca produzidos nos Estados Unidos – veja o vídeo abaixo.

A espuma de soja é um exemplo do potencial de uso de materiais renováveis para substituir produtos feitos à base de petróleo, combinando os benefícios da sustentabilidade com alta durabilidade e desempenho. Esse vegetal já foi usado na produção de 18,5 milhões de veículos da Ford, evitando a liberação de mais de 103 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera.

Para entender a importância dessa inovação é preciso recordar que há 10 anos o mundo era bem diferente. O iPhone tinha acabado de ser lançado e o barril de petróleo custava US$ 40. Poucos empresários enxergavam benefícios financeiros em ser sustentáveis. A Ford assumiu o pioneirismo de introduzir a espuma de soja nos carros inspirada no seu fundador, Henry Ford, que pesquisava os biomateriais desde os anos 1930. O desafio não foi pequeno.

“As primeiras espumas não atendiam os padrões rigorosos de qualidade e durabilidade e, além disso, tinham um cheiro estranho. Mas o avanço técnico permitiu melhorar as formulações, equilibrar os componentes químicos e remover as substâncias com odores”, explica Debbie Mielewski, líder técnica de Sustentabilidade dos Materiais da Ford.

Em 2008, quando os preços do petróleo dispararam, a importância da espuma de soja ficou óbvia e substituir o poliol à base de petróleo passou a ser também um bom negócio. A Ford então compartilhou sua solução com outras indústrias – como agricultura, móveis e utensílios domésticos – para aproveitar o seu potencial de aplicações sustentáveis.

Esse sucesso incentivou a empresa a desenvolver outros materiais renováveis para os seus veículos, o que em alguns casos trouxe também redução de peso e economia de combustível. Hoje, além do uso de soja, trigo, arroz, castanha, hibisco, celulose, juta e coco, as pesquisas incluem materiais como palha de trigo, casca de tomate, bambu, fibra de agave, dentes-de-leão e algas, destacados no recente relatório de sustentabilidade da empresa.