Nanotecnologia, mandalas e buraco-de-minhoca, tudo em um único filme “da Disney”

Muitos quando escutam falar de produções da Disney já fecham a cara ou no mínimo já pensam logo: Ah, isto é coisa para criança. No mais, eu não tenho muito que discordar, afinal as estatísticas comprovam que os estúdios Disney têm realmente esta vertente aflorada e fazem o seu trabalho com louvor. Não dá para esquecer de vários filmes, desenhos animados, que foram parte integrante de nossa infância e pré-adolescência. Hoje venho falar de um filme que me surpreendeu. Eu não sou uma cinéfila de carteirinha, mas tenho senso crítico…

Estava eu no interior de Goiás, sem internet e me limitando a comer a dormir, quando decidi pegar alguns filmes na locadora. Foram três. Não me lembro de todos agora, mas de um em especial. Ele foi pego porque eu queria chorar (sim, eu assisto filmes e choro). Seu nome é Mimzy – A Chave do Universo. Ele conta a história de dois irmãos, Noah (Chris O’Neil) e Emma (Rhiannon Leigh Wryn), que encontram uma caixa mágica vinda do futuro de brinquedos com um coelho de pelúcia, cristais e rochas arredondadas; e começam a desenvolver talentos especiais. A missão dos dois é ajudar a salvar hoje a humanidade de amanhã – o problema é que as crianças não se dão conta disso.

 

O filme é envolto em três vertentes: as mandalas, Buracos-de-Minhoca e a nanotecnologia. É aí que as coisas começam a se embaraçar e ao mesmo tempo se encaixarem.

 

As mandalas são, para os aderentes da nova era, a porta para a consciência em evolução, a representação da totalidade do cosmos, a estrutura fundamental do universo. No caso desse filme temos uma mandala cósmica que representa a dimensão cósmica da consciência, a harmonia no lugar do caos, a liberação das forças interiores e a expansão psíquica mental.

 

Os buracos-de-minhoca, na Física, é uma característica topológica hipotética do continuum espaço-tempo, a qual é, em essência um “atalho” através do espaço e do tempo. Um buraco de verme (minhoca) possui ao menos duas “bocas” as quais são conectadas a uma única “garganta” ou tubo. Se o buraco de verme é transponível, a matéria pode “viajar” de uma boca para outra passando através da garganta. Embora não exista evidência direta da existência de buracos de minhoca, um continuum espaço-temporal contendo tais entidades costuma ser considerado válido pela relatividade geral. Há quem os compare também aos buracos negros e a existência de algum buraco-de-minhoca no seu “fim”.

O vídeo abaixo é de uma entrevista no programa Jô Soares, que tive a oportunidade de vê-lo e ele explica bem como é esta idéia de buraco-de-minhoca e uma lembrancinha de ficção-científica. Foi a primeira vez que ouvi falar.

A nanotecnologia é a capacidade potencial de criar coisas a partir do mínimo, usando as técnicas e ferramentas que estão a ser desenvolvidas nos dias de hoje para colocar cada átomo e cada molécula no lugar desejado. Se conseguirmos atingir o ápice deste sistema de engenharia molecular, o resultado será uma nova revolução industrial. Além disso, teria também importantes consequências econômicas, sociais, ambientais e militares.

Hoje , a ciência e a religião trabalham juntas para a materialização da Mandala de Bahá (do livro Os Sete Vales de Baha’u’llah), foi ele quem deixou essa ordem para que os cientistas realizassem pesquisas de nanotecnologia, acelerador de partículas e trans-comunicação.

Veja como um filme da “Disney” pode conter informações e referências que nem são “só para baixinhos”. Claro que tem toda aquele glamour que já é de praxe, e que dá aquela pontinha de vontade de voltar a ser criança.

Eu recomendo o filme e mais: conhecer alguém que tenha tudo isto em mente é de se apaixonar!

PS: Eu chorei. -.-

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esta matéria eu escrevi há um bom tempo no Blog NSN. Recentemente me lembrei muito deste filme, daí percebi que nunca havia o reproduzido aqui, bom, espero que gostem!