O biocombustível no Brasil e no mundo

Enquanto os produtores brasileiros vêem uma “janela de oportunidades” se abrindo para o aumento das exportações, com demanda de etanol derivado da cana-de-açúcar, o mundo discute a influência do biocombustível á humanidade.

O etanol brasileiro é fabricado a partir da cana-de-açúcar e sua produção é mais barata que a do etanol americano, feito a partir do milho.

Dentro deste pré-suposto, nesta segunda-feira (14/04) em reportagem publicada pelo diário americano The Wall Street Journal. Por causa da pressão sofrida pelos produtores americanos de etanol com a elevação dos preços do milho, uma das razões para o possível aumento das exportações brasileiras de etanol é a safra recorde de cana-de-açúcar no Brasil e o preço do milho ter relatado uma queda de 8% no cultivo estimado para esta safra. Os preços do etanol nacional é muito mais barato que o etanol americano, com uma diferença de quase US$ 1,00. Comenta o jornal que os altos preços do milho, significam que os produtores de etanol americanos terão uma pequena margem de lucro ou nenhum lucro.

Enquanto isto é questionado aqui no Brasil, o mundo se preocupa com o caso “biocombustível”. Com a preocupação da elevação dos preços de alimentos que compõe a cesta básica, chegando até a mencionar que, “Relator da ONU diz que biocombustíveis são um crime contra a humanidade” o que não deixa de ser uma verdade, dependendo da forma que se vê. A produção em massa de biocombustíveis representa um crime contra a humanidade por seu impacto nos preços mundiais dos alimentos. Os críticos dessa tecnologia argumentam que o uso de terras férteis para cultivos destinados a fabricar biocombustíveis reduz as superfícies destinadas aos alimentos e contribui para o aumento dos preços dos mantimentos. Enquanto isto o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula), prepara um contra-ataque à onda de “rejeição internacional aos biocombustíveis”. A ampla estratégia envolve o governo e empresários do setor sucroalcooleiro. A Alemanha deu seu apoio ao apelo feito pelo FMI e o Banco Mundial neste fim de semana para responder à crise gerada pelo aumento de preços dos alimentos, que está gerando violência e instabilidade política em inúmeros países. O mundo se dirige para um período muito longo de distúrbios e outros tipos de conflitos derivados da escassez de alimentos e aumentos de preços. Nesse contexto, a Comissão Européia indicou nesta segunda-feira que vai propor a supressão das subvenções para os cultivos destinados à produção de biocombustíveis, em meio à crescente polêmica causada pelo desenvolvimento dessa fonte de energia para lutar contra a mudança climática. Vários outros dirigentes europeus já manifestaram preocupação com a utilização da produção agrícola com fins energéticos em detrimento dos alimentos, num contexto de alta dos preços das matérias-primas. A França propôs nesta segunda-feira uma iniciativa européia frente ao aumento de preços das matérias-primas e a crise alimentar que isto provoca, impulsionando um apoio reforçado à agricultura comunitária e uma ajuda maior a este setor nos países pobres.

“Em um mundo em que vai ser necessário produzir mais e melhor para alimentar nove bilhões de habitantes, há necessidade dos esforços de todos e também da Europa”.

Afirmou o ministro francês da Agricultura, Michel Barnier, ao antecipar as grandes linhas da proposta que deve apresentar a seus colegas da União Européia em Luxemburgo.

Fonte: Ambiente Brasil, UOL Notícias, Estadão Online.

Por Daiane Santana da Silva.

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