O lixo que não é lixo

Parece  que tudo que não nos serve mais é lixo, entretanto o que para nós é lixo para outros é fonte de renda ou mesmo sobrevivência. Se não gostamos mais de uma roupa… vira lixo? Os restos de alimentos… viram lixo? Os papeis que não nos servem mais… viram lixo?

Basta imaginar que centenas e centenas de catadores de lixo vivem e ganham seu pão do nosso lixo. Então há de se considerar que descartamos muitas das vezes algo que serve para reutilização ou reciclagem.

Se estivermos jogando alimentos no lixo, por certo estamos comprando em quantidades acima do que propriamente consumimos. Será que já não é hora de deixar o consumismo de lado e partimos para um consumo mais consciente?

Sabemos que não há como não produzir lixo, entretanto podemos reduzir o volume diário. Levando-se em consideração que cada pessoa produz o equivalente a 300 quilos anuais de lixo o cenário torna-se alarmante se somados aos 6.400 bilhões de habitantes no planeta.

Algumas medidas devem ser tomadas,independente de situação financeira ou status social de cada um. Temos que repensar nossos padrões de consumo e reduzir a produção de lixo.

A  redução do volume diário, a separação da produção há de ser realizada de forma a proporcionar a reutilização e reciclagem do lixo, uma vez que ao juntarmos os materiais recicláveis ou reutilizáveis com outros materiais não reaproveitáveis estamos impactando o meio ambiente e dificultando ou impossibilitando a reciclagem ou reutilização.

Devemos pensar duas vezes antes de descartar qualquer material de forma a separar  o reaproveitável do lixo propriamente dito.

Por Fernanda Alves

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