Rumo à nebulosa extinção em massa

Rumo à nebulosa extinção em massa

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Recentemente foi divulgado e amplamente compartilhado em uma rede social (onde li pela primeira vez), a extinção declarada e comprovada do Leopardo Nebuloso de Taiwan. Checando a notícia constatei que segundo o sítio revistagloborural.com, realmente foi considerado extinto após 13 anos de procura pelo bicho, sem sucesso.
Terrível mas é verdade. Será que as madames ricaças que adoram usar estes casacos caríssimos feitos com a pele desse tipo de animal estão sentindo algum remorso?
Acho que não!
Quando se fala em extinção de algum membro da fauna e até mesmo da flora, todos nós deveríamos ficar e alerta.
Em relação ao meio ambiente onde vivemos, os cientistas já descobrirão que todas as espécies seja animal ou vegetal, tem algum motivo para existir.
Ou seja existe um equilíbrio natural (e necessário) que envolve tudo encontrado no planeta e em sua atmosfera.

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O problema está na quebra deste equilíbrio, que o “inteligente” Homo Sapiens faz questão de fazer, aparentemente sem nenhum remorso ou culpa, contabilizando apenas os ganhos comerciais atuais e futuros, advindos de sua ambição predatória.
Para termos uma ideia da situação, de todas as espécies que povoaram a Terra ao longo dos últimos 3 milhões e meio de anos, mais de 95 por cento desapareceram.
Com as alterações climáticas e a negativa influência humana, provavelmente mais espécies vão desaparecer em um futuro bem próximo.

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Os números são desastrosos e apavorantes!
Um novo estudo publicado recentemente na conceituada revista Nature, revelou que 41 % de todos os anfíbios do planeta enfrentam a extinção atualmente.
Que vinte e seis por cento das espécies de mamíferos e treze por cento das aves existentes na “terrinha” estão igualmente ameaçadas.
Entre as mais ameaçadas estão o Rinoceronte Branco, o Urso Polar além do Elefante Africano, este fadado ao desastre nas mãos de impiedosos traficantes do seu cobiçado marfim!
Os pessimistas calculam que poderá não haver mais este tipo de animal na face da Terra, que hoje são cerca de apenas 400.000, e que já foram milhões, em apenas uma geração.
Bem, como as últimas estimativas dizem que são mortos aproximadamente 30.000 elefantes por ano, a coisa ficou séria.

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Na contramão dos eventos de extinção em massa do passado que dizimaram os dinossauros aproximadamente há 65 milhões de anos, teoricamente causados por desastres naturais e queda de asteroides, o evento atual é impulsionado principalmente pelas malditas ações do humano, cego pela cobiça e poder.
O que os “inteligentes” não entendem, ou melhor, fingem, não entender é que o ecossistema é um só, interligado e “costurado” por tudo que nele habita.
E que todas as coisas caminham juntas, umas compensando as outras no tempo certo para que haja o equilíbrio entre as forças e o planeta se mantenha estabilizado, sendo habitável para o homem.
Mas pelo andar da carruagem, os incautos do poder ou não, que preferem um prato de ouro à um prato feijão, em breve tempo, nem com uma tonelada de ouro acharam um grão de feijão para comprar!
E nós também!
Grande abraço!

Imagens: en.wikipedia.org