#VireCarranca – Todo dia é dia de defender o #VelhoChico

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No dia 01 de junho, tive a oportunidade de acompanhar a coletiva de imprensa da Campanha “Eu viro carranca para defender o Velho Chico” #VireCarranca que acontece em torno do Dia Nacional em Defesa do Rio São Francisco, comemorado em 3 de junho, a convite do Comitê de Bacias do Rio São Francisco #CBHSF, que ocorreu em Belo Horizonte. Desde o ano passado eu já acompanho as atividades do comitê.

A coletiva de contou com a presença do presidente e do secretário do colegiado, respectivamente Anivaldo Miranda, Maciel Oliveira, e outros membros da entidade.  O evento foi bem sucinto, mas cheio de conhecimento. Como recentemente fui convidada para ser curadora do site dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Tocantins (logo mais tenho novidades) e tenho convivido com esta realidade bem mais de perto, foi nítido perceber que os problemas/dificuldades dos comitês são geralmente os mesmos, como dificuldades de gerenciamento e conhecimento interino da bacia que os compõe, questões de saneamento básico e lançamentos de efluentes, entre outros, independente do tamanho ou do quanto arrecada.

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A coletiva de impressa você pode acompanhar na íntegra no áudio abaixo:

Pelo terceiro ano consecutivo o CBHSF investi recursos oriundos da cobrança pelo uso das águas do rio em uma grande campanha de comunicação e mobilização social, utilizando fortemente a internet e os recursos digitais. A ideia é chamar a atenção de todos – moradores, ativistas, gestores públicos, autoridades políticas, artistas e educadores – para os graves problemas enfrentados pelo rio e sua bacia e para a necessária e urgente revitalização, a fim de que o Velho Chico continue alimentando a vida e a esperança dos 15,5 milhões de brasileiros que dependem direta ou indiretamente de suas águas.

Neste dia foi apresentado também o I Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – I SBHSF  que teve como objetivo a construção da integração nacional do conhecimento científico em torno do rio e sua bacia. Realizado pelo Fórum de Pesquisadores de Instituições de Ensino Superior da Bacia do São Francisco, juntamente com o CBHSF, o evento ocorreu nas dependências da Universidade Federal do Vale do São Francisco, nos campi Juazeiro e Petrolina. A programação teve como base cinco eixos temáticos: governança, qualidade da água, quantidade da água, recuperação ambiental e dimensão social na expectativa de estabelecer o estado atual do conhecimento sobre esse rio de extrema importância nacional. Foi observado na coletiva a importância de levar os trabalhos científicos para a realidade da bacia, e o conhecimento que pode ser gerado para a melhoria das gerações futuras. 

No dia 3 de junho ocorreu uma barqueada, uma verdadeira aula de educação ambiental nas águas são franciscanas.

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A bacia hidrográfica do rio São Francisco corresponde a 8% do território nacional. É o maior rio genuinamente brasileiro. Com uma extensão 2.863 km e uma área de drenagem de mais de 639.219 km2, estende-se desde Minas Gerais, onde o rio nasce, na Serra da Canastra, até o Oceano Atlântico, onde deságua, na divisa dos estados de Alagoas e Sergipe. Essa vasta área integra as regiões Nordeste e Sudeste do país, percorrendo 507 municípios, em seis estados (Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe), além do Distrito Federal.

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Uma das 12 regiões hidrográficas brasileiras, a bacia foi dividida, para fins de planejamento, em quatro zonas  ou regiões fisiográficas: Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco. O Velho Chico, como carinhosamente é chamado pela população ribeirinha, recebe água de 168 afluentes, os quais 99 são perenes – onde há sempre água fluindo em seu leito. Na bacia vivem 15,5 milhões de brasileiros, ou 8,5% da população do país. A maior concentração demográfica está no Alto (57%), seguida de distribuições menores no Médio (18%), Submédio (15%) e Baixo São Francisco (10%). O perfil populacional revela grandes contrastes, apresentando áreas com elevados níveis de riqueza e densidade demográfica e outras com reduzidos níveis de renda e densidade populacional.

Cerca de 58% do seu território se localiza no semiárido, com registro de períodos críticos de estiagem. Mas a diversidade ambiental é expressiva, abrangendo quatro biomas: a Caatinga, o Cerrado, fragmentos de Mata Atlântica, além do ecossistema estuarino do rio. Entre os principais reservatórios existentes no rio São Francisco, para controle de sua vazão e/ou geração de energia hidroelétrica, estão: Três Marias, em Minas Gerais; Sobradinho, Paulo Afonso e Itaparica, na Bahia; e Xingó, localizado entre os estados de Alagoas e Sergipe.

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O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – CBHSF é um órgão colegiado, criado por decreto presidencial em 5 de maio de 2001, com a finalidade de promover a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos, de forma a assegurar a proteção dos mananciais e o desenvolvimento sustentável na bacia. Para tanto, o governo federal lhe conferiu atribuições normativas, deliberativas e consultivas.

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Fotos: Divulgação – CBHSF | Áudio:  Leonardo Borges | A viagem foi inteiramente patrocinada pelo CBHSF.