Como limpar as ruas e ganhar mobilidade no transito?


Com o crescimento explosivo da frota de veículos, não há outra saída: a maneira mais eficaz de induzir as pessoas a deixar o carro em casa é tornar seu uso financeiramente desaconselhável (Revista Exame)

Estou criando um estudo sobre as cidades brasileiras e o transito, investigando possíveis soluções:

As transformações mundiais constantes devido à globalização têm ocasionado em mudanças
radicais sob forma de produção e de relação entre os indivíduos. Cerca de 26.000 acidentes de trânsito com vitimas ocorrem por ano no estado do Rio de Janeiro (2008). A dificuldade na consistência dos registros dos acidentes vem atrapalhando a criação de uma base de dados especifica aos estudos de segurança no trafego que possibilite a identificação e tratamento das causas destes acidentes. Pode-se observar que existe um grande problema em relação à segurança no trânsito, mesmo se atentando para o fato de que as estatísticas utilizadas não são atualizadas devido à padronização de dados e tempo de fornecimento de dados. Dados confiáveis são extremamente importantes para a melhoria das condições de segurança no trânsito. Haja vista que dados sejam coletados e distinguidos por metodologias comuns por todos os órgãos envolvidos no sistema. A ausência de um banco de dados eficiente continua sendo uma grande limitação às atividades e pesquisa de proteção a população.
Descobri que existe legislação especifica para o assunto:

Fonte da imagem: Google

O artigo 22 do CTB (2008) estabelece a competência dos órgãos ou entidades
executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, no âmbito de sua circunscrição:

I – cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito das respectivas
atribuições;
II – realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação, aperfeiçoamento, reciclagem e
suspensão de condutores, expedir e cassar Licença de Aprendizagem, Permissão para Dirigir e
Carteira Nacional de Habilitação, mediante delegação do órgão federal competente;
III – vistoriar, inspecionar quanto às condições de segurança veicular, registrar, emplacar, selar a
placa, e licenciar veículos, expedindo o Certificado de Registro e o Licenciamento Anual,
mediante delegação do órgão federal competente;
IV – estabelecer, em conjunto com as Polícias Militares, as diretrizes para o policiamento
ostensivo de trânsito;

Mas no artigo não prevê práticas de controle ou mudança que impeça o motorista a deixar de usar o seu veículo,
como sugerido pela revista Exame. Achei um absurdo. A baixo segue a opinião da revista Exame sobre o assunto.

Não concordo com a opinião do Maurício Oliveira:

Exame Especial CEO

O que grandes cidades do mundo já fizeram e estão cada vez mais fazendo para diminuir as agruras do trânsito é apelar para o lado mais sensível dos cidadãos: o bolso. Trata-se de um conceito simples, embora pareça cruel para quem já se sente sobrecarregado com tantas taxas, impostos e o alto custo do combustível – a maneira mais eficaz de induzir as pessoas a deixar o carro em casa é tornar seu uso financeiramente desaconselhável. A melhor forma de fazer isso seria criar alternativas de transporte eficientes e mais baratas que levassem as pessoas a aderir aos sistemas coletivos.

Tendência na Europa e EUA, bicicleta pode virar veículo do futuro:

Enquanto isso, Copenhagen, na Dinamarca, considerada a capital mundial das bicicletas, tem 37% da população pedalando diariamente para ir ao trabalho. O número é muito maior do que os que se deslocam de carro, sendo superado apenas pelos que usam o transporte público.

A França também é outro país que investe pesadamente. Além de 370 quilômetros de ciclovia, a Prefeitura de Paris criou um sistema de aluguel de mais de 16 mil bicicletas com pontos de retorno nos principais lugares da cidade. É mais ou menos como se aqui em Cuiabá, no centro, pertinho da Igreja Matriz, tivesse um desses pontos de bicicletas e mais à frente, na praça Ipiranga, um outro. O usuário poderia pegar uma bicicleta num lugar e devolver em outro, e vice-versa. É dessa maneira que a prefeitura de Paris quer desenvolver a mobilidade urbana: intercalando transportes públicos como bicicleta, ônibus e metrô.

O sistema lá é relativamente seguro e à prova de vandalismo. Os interessados fazem um cartão e registram uma senha, não é cobrado o aluguel, mas é necessário deixar um depósito de cerca de 200 euros para eventuais danos causados ao veículo. Existe um vídeo em inglês na internet que explica como funciona em detalhes esse aluguel.
Na América Latina, a cidade com maior política pública para bicicletas é Bogotá, na Colômbia. Com 340 quilômetros de ciclovias implantados em menos de sete anos. Por lá, nada menos do que 54% das residências têm bicicleta.

Enquanto nossa equipe filmava para a série sobre Trânsito exibida pela TV Centro América, conhecemos Tom Osborne, um turista inglês hospedado no centro da cidade. Ele estava sentado numa lanchonete e contou um pouco como a mudança está ocorrendo no seu país. “Atualmente existe uma forte movimentação para o transporte alternativo. Tenho chegado ao trabalho em menos tempo, praticamente furo todo o trânsito pelas ciclovias da cidade”.

Colaborador: Thiego Reis

Biografia: É um pesquisador e um observador do progresso tecnológico da humanidade. Ele também é um entusiasta do pensamento humano e um defensor do ambiente amigável de energia alternativa. Twitter | Google Plus | Facebook | Email | Blog

Thiego Reis

Thiego é um pesquisador e um observador do progresso tecnológico da humanidade. Ele também é um entusiasta do pensamento humano e um defensor do ambiente amigável de energia alternativa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.