Greenpeace e suas enrolações ambientais

Eu venho retardando este momento a algum tempo, talvez porque o Greenpeace seja muito radical em relação há alguns assuntos, como por exemplo os transgênicos, particularmente eu sou a favor destes, afinal sou pesquisadora e um estudo como este, não deveria ser tratado da forma que o GP trata.

As vezes penso que eles parecem uma máquina de alarme, para um bom vendido marketing. Fica parecendo que quanto mais eles falam de Bayer e Monsanto, mais estes estão ganhando dinheiro a custa deles, é como ver o vídeo da Stefhany e não perceber que aquilo alí agora já é um viral do CrossFox para a Volkswagen, tudo bem que a comparação foi péssima, mas deu para entender… Além do que, é usado um bom número de pessoas que se dizem ambientalistas e que ao meu ver não sabem de NADA em relação a meio ambiente, para ser mais específica nem mesmo o significado de meio e de ambiente, acaba saindo pelas ruas, terra, ar, mar pregando uma ideia sem conhecimento específico e científico da área.

Para quem já acompanha meu blog sabe que eu defendo com unhas e dentes o desempenho ambiental, não dá para generalizar e partindo deste presuposto, hoje em dia já não dá mais para pensar apenas em agricultura de subesistência por exemplo, sem o uso de defensivos agrícolas, claro que de forma controlada e com a população crescendo frenéticamente como está é complicado.

Abaixo está o vídeo sobre os transgênicos vinculado pelo GreenPeace, eu confesso que dá até medo! Mas alí no meio eles falam […] ainda falta muita pesquisa sobre o assunto […], pensando bem, se for para que haja mais pesquisa, vamos lá!!

Tudo bem que meu affair com o GP não é muito saudável, mas é apenas em relação aos transgênicos, afinal de contas não dá para esquecer de TODAS as ações que são lideradas e que teem perfeita sintonia com o que o mundo passa e também aquelas problemáticas no qual sendo ambientalista ou um profissional da área ambiental, todos nós sabemos (mudanças climáticas, desmatamentos, SALVE, SALVE, SALVE).

Portanto, aos interessados nestas ações vinculadas ao Greenpeace, dá para se cadastrar no site e receber informações sobre meio ambiente, para que mostre as autoridades que as pessoas estão acompanhando seu trabalho. Na verdade é como se fosse uma cyberfiscalização.

Tipo, tem um projeto no GreenPeace que eu sou muito fã, é o MEIA AMAZÔNIA, NÃO! que promove um baixo asssinado, contra um projeto de lei que acaba acelerando a destruição da amazônia. Tem também o SALVE as baleias, que é o mais conhecido né? volta e meia tem gente do GP abordando navios por aí, além do É agora ou agora! que propoem a zerar o desmatamento na amazônia até 2015, garantir que pelo menos 25% da eletricidade seja gerado a partir de fontes renováveis e transformar pelo menos 30% do território costeiro brasileiro em área protegida até 2020 que é uma belíssima campanha e finalmente parece ser concreto. A parte do voluntariado deles também é interessante, mas o que me deixa meio encabulada em dúvida é o fato de ser limitado… tem o blog com notícias quentinhas. No site do GreenPeace dá para ver todas as ações que são defendidas pelo grupo.

Pode ser que eu tenha escrito aqui, a minha sentença de morte, sei que para alguns vai parecer estranho, mas escrevi o que penso e o que acompanho, acho que belíssimas ações são feitas por várias ONGs por aí e não há o respaudo devido, que elas deveriam ter e que a mídia e até nós blogueiros ambientais não procuramos dar uma ênfase, mas que calados conseguem exercer um bom trabalho com ações concretas e sem todo este estardalhaço.

Uma organização que gosto é o WWF, mas que em uma outra ocasião venho aqui falar dos meus pros e contras.

Esta matéria de hoje foi uma sujestão do @VozdoAlem que serviu na verdade como um estímulo para que eu escrevesse sobre o GreenPeace e nunca tinha coragem. Veja que agora tem um botão para Retwittarem no Twitter, portanto.. fiquem à vontade!

___________
Engenheira Daiane Santana.

  • Entre em contato comigo via Twitter.

Sugestões e dúvidas: daianeea@gmail.com

Daiane Santana

Daiane Santana é a idealizadora do #VivoVerde, mora em Palmas/TO há 15 anos e há 11 escreve neste site. Formada em Engenharia Ambiental, pela UFT – Universidade Federal do Tocantins, pós-graduanda em Gestão de Recursos Hídricos e Segurança do Trabalho. Atua como consultora nas áreas de meio ambiente, segurança do trabalho e está a disposição do mercado de trabalho. Contato: contato@vivoverde.com.br | daiane@vivoverde.com.br | Twitter - @DaianeVV | Instagram: @DaianeVV

10 comentários em “Greenpeace e suas enrolações ambientais

  • 4 de maio de 2009 em 8:18
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    Interessante o post. Minha opinião sobre o GP é por ai também. Há muito marketing em cima deles. Por isso que a fama cresce. E realmente, muitas ONG’s ‘menores'(e genuninamente brasileiras) fazem mais pelo país do que Ong’s multinacionais. Bom, creio que é isso. Espero não ter dito bobagem, foi apenas uma opinião. 🙂

  • 4 de maio de 2009 em 8:37
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    Isso ae Dai… lenha neles!

  • 4 de maio de 2009 em 8:46
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    @PoliMacedo que isto minha filha, tá certo, e meu blog também aceita críticas numa boa!! Mas valeu aí!!

    @Renan – hahhh é nois!! .o/ Vamos sentar a lenha huhuh >)

    PS: Tem alguns erros de Português que eu sei, escrevi de madrugada o_O aí pense hauhauha tem que arrumar o_O

  • 4 de maio de 2009 em 9:21
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    Agradeço a passada lá, retribuo. Temos que ampliar essas discussões, pois na verdade pouca gente tá ligada nos problemas e no pouco tempo que temos para tentar evitar o inevitável…
    Abs!

  • 4 de maio de 2009 em 10:18
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    Há, isto é verdade mesmo … mas vamos que vamos ^^

  • 4 de maio de 2009 em 21:33
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    Pesquisas? nenhuma pesquisa realmente independente pode ser feita (http://www.nytimes.com/2009/02/20/business/20crop.html?_r=4&emc=eta1), pesquisadores devem pedir permissão para as empresas produtoras das sementes. E, algumas vezes, a permissão é negada ou a empresa insiste em rever o artigo antes de ser publicado.
    Fora que essa eterna desculpa de que "hoje em dia já não dá mais para pensar apenas em agricultura de subsistência por exemplo, sem o uso de defensivos agrícolas, claro que de forma controlada e com a população crescendo frenéticamente como está é complicado." está um tanto ultrapassada já que um estudo das Nações Unidas, concluiu que a agricultura orgânica é a melhor opção para quebrar o longo ciclo de pobreza e má nutrição (http://www.unep.ch/etb/publications/insideCBTF_OA_2008.pdf).

    Além disso, os tão "necessários" agrotóxicos (que é o termo correto, adotado na legislação. Defensivo agrícola é apenas um eufemismo), como o glifosato, que por muitos anos foi tido como biodegradável (depois acusado de propaganda enganosa) causa deformações em fetos (http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-123111-2009-04-13.html). Ah, neste caso o pesquisador está sendo ameaçado depois da publicação disso.

    Estudo austríaco mostra que milho transgênico afeta a saúde reprodutiva em ratos -(http://www.bmgfj.gv.at/cms/site/attachments/3/2/9/CH0810/CMS1226492832306/forschungsbericht_3-2008.pdf).

    Se quiser posso enviar outros links para que você possa questionar um pouco mais sobre transgênicos.
    Sugiro também que você assista, caso AINDA não tenha assistido, o documentário O mundo segundo Monsanto. Já está disponível com as legendas em português. http://transgenicosnao.blogspot.com/2008/08/novo-link-para-o-documentrio-o-mundo.html

  • 5 de maio de 2009 em 3:36
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    Boa noite Daiane,

    Ficou ótimo seu post sobre o GP. Sou uma pessoa bastante interessada sobre o Meio Ambiente, mas não acompanho em outros lugares. Somente em noticiários nacionais e aqui em seu blog, esse post deu para abranger a visão sobre o GP. Acredito também que tenham muitas ações como um ALARME, do que como ações de execução…
    ONG´s menores fazem trabalhos com bastante solidez, não só as que cuidam do meio ambiente, como outros nichos também.

  • 5 de maio de 2009 em 13:08
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    Bom, vamos lá!

    Já te respondi no twitter, mas faço questão de deixar um comentário aqui também devido a falta de informação do seu texto.

    Antes de mais nada, gostaria de frisar que sim, o Greenpeace é radical em relação a muitos assuntos. É radicalmente contra a destruição do meio ambiente, é radicalmente contra os prejuízos socioambientais que a exploração predatoria dos recursos naturais do planeta vem impondo a todos nós. Ser radical não é uma coisa ruim, como vc possa imaginar. É uma clara posição em relacao ao que consideramos ruim, negativo, intolerável. Para o nosso próprio bem, temos que ser radicalmente contra a destruição do planeta, à pedofilia, ao controle corporativo de nossos alimentos, ao armamento nuclear, etc…

    Vc diz que é pesquisadora e que é a favor dos transgênicos, e que o Greenpeace não deveria tratar esse 'estudo' do jeito que trata. Pois bem, com base em quê vc diz isso? Poderia nos apresentar aqui um único estudo científico independente (ou seja, que nao tenha sido bancado pela industria de biotecnologia) que diga que os transgenicos não sao prejudiciais ao campo, ao agricultor, à biodiversidade, à economia, à saúde, como vários outros (independentes) afirmam?

    O Greenpeace é sim uma 'máquina de alarme' (ou whistle blower, assoprador de apito) para os crimes ambientais que estão sendo cometidos por aí – desmatamento, poluição dos oceanos, pesca predatória, energia nuclear, transgênico, agricultura industrial, combustíveis fósseis, etc. O que isso tem a ver com 'ganhar dinheiro as custas de falar mal da Bayer e Monsanto'? Vou ignorar essa parte pq acho que vc foi extremamente infeliz aqui e talvez nao soube se expressar… Eu poderia dizer que vc e seu blog estão a serviço dos latifundiários de Tocantins, que usam e abusam de agrotóxicos, poluindo a terra, os rios, as matas… vc gostaria?

    bom, adiante.

    Vc diz: "hoje em dia já não dá mais para pensar apenas em agricultura de subesistência por exemplo, sem o uso de defensivos agrícolas, claro que de forma controlada e com a população crescendo frenéticamente como está é complicado."

    De onde vc tirou isso?!?!? O Brasil e os EUA, por exemplo, são alimentados graças à agricultura familiar, de pequena escala. São os pequenos agricultores os responsaveis pela maior parte da produção do mundo hoje. Combinados com técnicas agro-ecologicas, como sugeridas pelo IAASTD, orgao da ONU que discute a agricultura mundial e que no ano passado reuniu mais de 500 cientistas para a elaboracao de um relatorio do setor (é o IPCC da agricultura), as pequenas areas agricolas podem alimentar o mundo a um custo muito mais baixo que o dos grandes latifundios agricolas.

    O relatorio: http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id===AUUJkcWxGZXJFbaVXTWJVU

    A UFRGS vai discutir esta semana o uso excessivo do glifosato no Rio GRande do Sul ( e também na Argentina). ver aqui:
    http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id===AUUJkcWxGZXJFbaVXTWJVU

    A Monsanto, grande fabricante desse agrotoxico, o vendia como inofensivo e biodegradavel. Nao preciso dizer que isso é falso e ela foi proibida de vender o produto com essas alegacoes. A Alemanha e outros paises europeus, aliás, estao proibindo o cultivo de milho transgenico na Europa justamente devido à alta toxicidade do glifosato.

    Outra coisa: os transgenicos que temos hoje sao 100% ligados a agrotóxicos – produzidos pelas empresas que também produzem transgenicos, como Monsanto, Bayer, Basf, Syngenta, Dow Química, e por aí vai. Os tais transgenicos que resistirão à seca, enchentes, com vitaminas, etc, sao lendas. Nao existem. Talvez nunca existam. Isso porque as empresas nao conseguem controlar os genes modificados, e as consequencias disso podem ser terriveis uma vez que esses seres vivos modificados sejam liberados na natureza. Os de hoje, apenas resistentes a agrotoxicos, já sao um problema e muitos agricultores, inclusive nos EUA, estão voltando atrás. Por problemas de contaminação no campo, prejuizos à terra e à biodiversidade, quedas de produtividade, etc.

    Então, é isso. Posso te passar 'n' estudos realizados que mostram fortes evidencias de que os transgenicos que temos hoje sao mais problematicos do que as empresas pintam. Vc como pesquisadores deveria conferir esses estudos.

    um abraço
    Jorge Cordeiro

  • 19 de maio de 2009 em 14:21
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    o Greenpeace parece a Igreja Católica . a intençao eh boa mas seus “meios nao justificam os fins” digamos …

    eu sou a favor da pesquisa e plantio de transgenicos e foda-se…uma coisa eh tentar ajudar, o resto eh orgulho mesmo !!!

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