Descartada a proibição de etanol na Amazônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que “nenhum país tem autoridade moral” para falar sobre meio ambiente no Brasil e descartou qualquer medida para proibir a plantação de etanol na Amazônia. Ele disse que um estudo do Inmetro mostrou que a emissão de gases de efeito estufa é menor em carros movidos a etanol do que nos veículos a gasolina. A partir de hoje, Lula participa da Conferência de Alto Nível sobre Segurança Alimentar, promovida pela ONU.

Ingrediente dominante da agenda internacional recente de Lula, a defesa do etanol ganhou dramaticidade. Recorrendo a uma metáfora bélica, Lula disse que será “uma guerra necessária” a briga que vai travar no cenário internacional em defesa do biocombustível.

Campanha difamatória
Lula reconheceu que o etanol brasileiro está sob uma campanha difamatória que, por vezes, acontece dentro do próprio País. “Mas é uma guerra necessária e o Brasil tem que entrar nela preparado”, afirmou.

“Essa difamação é de todo mundo, inclusive nossa, no Brasil. Eu tenho dito que cada vez que falarmos qualquer coisa agora precisamos saber como isso vai ser usado contra nós na OMC (Organização Mundial do Comércio). O Brasil hoje não é um coadjuvante na política comercial mundial. É hoje um exportador principal de vários produtos. Na medida em que começa a ser um artista principal, começa também a ser muito mais visado e as pessoas começam a bater. Não temos de ficar nervosos”, disse.

Em Roma desde sábado, o presidente recebeu a imprensa brasileira para uma conversa na embaixada brasileira no final da manhã de ontem e, mais uma vez, fez a defesa do que tem sido um de seus assuntos preferidos.

O presidente abre amanhã, com seu discurso, a Conferência de Cúpula do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), na sigla em inglês, onde a questão da inflação mundial dos alimentos será debatida e, mais uma vez, os biocombustíveis deverão ficar sob o fogo cerrado das acusações de serem responsáveis por boa parte da subida nos preços.

Lula será, provavelmente, a voz dissonante na defesa do etanol, já que nem países interessados diretamente, como os africanos ou caribenhos, empenharam-se em entrar na briga.

“O que não podemos é nos curvar diante das críticas que alguns fazem quando por trás há interesses eminentemente econômicos e comerciais”, advertiu o presidente.

“Carro verde”
O presidente Lula anunciou ontem, na entrevista em Roma, que o País está construindo o protótipo do chamado “carro verde”. Será um carro em que todas as peças de plástico, derivadas de petróleo, serão substituídas por outras, derivadas da cana-de-açúcar.

A idéia, segundo Lula, é fazer com que as discussões sobre o etanol derivado da cana sejam cada vez mais divulgadas. “O Brasil vai continuar introduzindo o biocombustível na sua matriz energética, porque entendemos que é a energia do futuro, até que alguém apresente uma melhor”.

Local: Manaus – AM
Fonte: A Crítica
Link: http://www.acritica.com.br/

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“Até que alguém apresente uma melhor” foi ótima.
Desculpa pessoal por apenas colar uma notícia, que por sinal eu adorei, mas é porque estou apertada com a monografia, em breve terei mais tempo de escrever matérias minhas!

daianeea@gmail.com
Grata.