Napole e o LIXO

O mundo assiste perplexo o que anda acontecendo em Nápoles na Itália. É lixo por toda a parte, a população corre risco por causa de contaminações, onde até os casos de tumores já vêem aumentando nas localidades próximas. A população pede que seja feito uma reciclagem deste lixo e o governo pensa em incinera-los . O que é um problema, segundo ambientalistas, que dizem ser um método já ultrapassado.

O problema de Nápoles é o mau acondicionamento e a falta da coleta de lixo e principalmente a disposição final. Mas antes de comentar sobre este, vamos pensar um pouco e saber mais sobre, O LIXO.

Hoje o lixo é tratado nos municípios e em metrópoles com o serviço de gerenciamento integrado, onde conta com um conjunto articulado de ações normativas, operacionais, financeiras e de planejamento, com base em critérios sanitários, ambientais e econômicos para segregar, coletar, tratar e dispor o lixo de sua cidade.

Isto significa, resumidamente:

  • Limpar o município por meio de transporte adequado e tratar o lixo com tecnologia adequada.

  • Saber que todas as ações e operações estão envolvidas, influenciando umas ás outras.

  • Garantir destino ambientalmente correto e seguro para o lixo.

  • Conceder modelo de gerenciamento apropriado para o município, levando em conta o tamanho do município e do lixo gerado e os hábitos de costume vigentes.

Um dos grandes desafios do gerenciamento integrado do lixo é o crescimento da população “mundial”, com a crescente urbanização. Desde a década de 50, a população vem se concentrando nas áreas urbanas, devido vários fatores, isto aliado ao aumento do consumo de produtos descartáveis (e não apenas estes), aumenta então a geração de lixo, o que aprimora a procura de soluções ambientalmente seguras para os problemas decorrentes da geração do lixo em grandes quantidades, soluções para o lixo gerado em pequenas e médias comunidades com poucos recursos e em relação água/lixo, onde o lixo pode contaminar o lençol freático com o seu chorume, além das doenças.

Denomina-se lixo tudo aquilo que é considerado inútil, descartável e indesejável pelo consumidor.

Quanto a classificação:

  • natureza física – > seco e molhado.

  • Composição química – > Matéria orgânica (alimentos) e Matéria Inorgânica (plástico).

  • Riscos potenciais ao meio ambiente – > Perigosos, Não inertes e Inertes ( divididos em classes, Classe I, II e III, respectivamente.

    Pode-se classificar também por domiciliar, comercial (lojas e comércios) e público (limpeza

      urbana). Os serviços de saúde e hospitalares (podem conter germes patogênicos dentre outros como equipamentos hospitalares também) devem ser mandados para incineradores.

Os resíduos sólidos de portos e aeroportos em geral, industrial, agrícola e entulhos também são classificados e separados, para destinos e acondicionamentos diferenciados.

Quanto a coleta, este é separado em urbanos, comunitários e institucionais, grandes como as caçambas e coletores para coleta seletiva, que depende do que se é descartado, como, plástico, papel, vidro, alumínio, metal, sendo estes os mais importantes para a reciclagem (por motivos econômicos).

A coleta pode ser feita em qualquer período, dependendo de vários fatores e características do município. Como a coleta noturna, que deve ser feita em áreas de circulação mais intensa de veículos e pedestres (para não haver transtornos), mas este ato também trás aspectos desfavoráveis como ruídos durante a noite, por isto deve-se fazer um planejamento estratégico adequado antes dos locais e da melhor hora de coleta.

Quanto a disposição final, nota-se que até chegar a este processo, existe vários caminhos, desde a separação do lixo, acondicionamento, tratamento e aí sim uma disposição que pode ser de várias formas, como:

  • aterros, que devem prover de cuidados quanto a localidade, por causa dos ventos (podem levar odor as residências, caso haja nas proximidades) e distância, entre outros.

  • Incineradores, para lixos hospitalares.

  • Companhias de catadores de lixo e cooperativas, que fazem reciclagem de resíduos sólidos que ainda têm algum fim e que haja demanda significativa dos mesmos.

São por estes e vários outros fatores que a população de Nápoles briga e com razão, pois os cidadãos pagam para ter uma cidade limpa. Mas pelo visto a única coisa que eles estão pagando é o “pato”, pela falta de consideração e o DESRESPEITO.

Fica aqui minha revolta e indignação quanto à esta situação que pode se alastrar por qualquer outra cidade lá ou em qualquer outro lugar do mundo e espero que tudo se normalize.

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Texto de Daiane Santana utilizando fonte de livros específicos de “Tratamento de Resídios Sólidos” e escrito em 21/05/08 em Minaçu-GO.
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Para envio de sugestões: daianeea@gmail.com

Grata