Tatu-Bola perdeu metade da população nos últimos anos

Mascote da Copa de 2014 depende de financiamento coletivo para evitar extinção

O tatu-bola-da-caatinga. Foto: Liana Mara Mendes de Sena/ICMBio.

O tatu-bola, espécie encontrada na Caatinga, único bioma genuinamente brasileiro, segue na luta para sobreviver. A espécie perdeu 50% da sua população, nos últimos 27 anos, em decorrência do desmatamento, caça predatória e perda de habitat. Por conta disso, o animal passou do estado de conservação “vulnerável” para “em perigo”, o que indica extinção no curto prazo. Atualmente, a maioria dos indivíduos sobrevive apenas em Unidades de Conservação – UCs, com baixa densidade humana.

Por conta disso, as iniciativas de preservação e conservação da espécie são tão importantes. A Associação Caatinga, referência nacional na luta pela preservação do bioma, lançou um financiamento coletivo para arrecadar os 100 mil reais necessários para construir o Centro de Pesquisa e Conservação do Tatu-bola (CPCTB). Esse centro ajudará nas atividades de pesquisa para a conservação do tatu e do bioma Caatinga, e será implantado na Reserva Natural Serra das Almas (RNSA), localizada na divisa do Ceará com Piauí, uma relevante área de Caatinga. Essa iniciativa faz parte do projeto #EuProtejoOTatuBola.

Além disso, a Associação Caatinga faz parte da coordenação executiva do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação do Tatu-bola. O PAN foi elaborado em 2014 e é voltado para a conservação de duas espécies de tatus-bola: o tatu-bola-do-Nordeste, que vive predominantemente na Caatinga e em algumas áreas de Cerrado, e tatu-bola-do Centro-Oeste, que tem maior incidência na região do Pantanal e em algumas áreas de Cerrado.

Sobre a Associação Caatinga
A Associação Caatinga foi criada em 1998, com o objetivo de constituir um território preservado para a proteção da Carnaúba. Esse espaço se tornou a Reserva Natural Serra das Almas, a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Ceará. São mais de 6.000 hectares de área protegida que resguardam três nascentes e espécies ameaçadas de extinção. A Associação também atua em 40 comunidades rurais onde promove o desenvolvimento sustentável de aproximadamente 3.600 famílias.

Daiane Santana

Daiane Santana é a idealizadora do #VivoVerde, mora em Palmas/TO há 15 anos e há 11 escreve neste site. Formada em Engenharia Ambiental, pela UFT – Universidade Federal do Tocantins, pós-graduanda em Gestão de Recursos Hídricos e Segurança do Trabalho. Atua como consultora nas áreas de meio ambiente, segurança do trabalho e está a disposição do mercado de trabalho. Contato: contato@vivoverde.com.br | daiane@vivoverde.com.br | Twitter - @DaianeVV | Instagram: @DaianeVV

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