V Brasil Certificado ajudou a promover negócios sustentáveis e apresentou ao público produtos com certificação socioambiental

Três dias de evento, 4 mil visitantes e a presença de autoridades, empresas e organizações comprometidas com a sustentabilidade. A V Brasil Certificado, encerrada nesta quinta-feira, mostrou como é possível conciliar conservação ambiental e justiça social com a produção de alimentos e produtos florestais.

Foram 32 expositores de todas as regiões do Brasil e do exterior, que se reuniram desde terça-feira, no Centro São Luís, em São Paulo, para apresentar as mais diversas experiências de projetos sustentáveis realizados por desde pequenas comunidades a grandes companhias multinacionais. Além das conversas e apresentações feitas nos estandes, o público presente também pôde conhecer de perto o significado dos sistemas de certificação do Conselho de Manejo Florestal (FSC, em inglês), a Rainforest Alliance Certified e a Rede de Agricultura Sustentável (RAS). Foram inúmeras palestras concedidas no Espaço Inovação e no Fórum Brasil Certificado, que ocorreu paralelamente à feira.

Mas o contato entre empresário e consumidor não foi o único propósito da feira. Como destacou o gerente de certificação do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Luis Fernando Guedes Pinto, cada edição da Brasil Certificado permite a empresas, organizações e consultorias socioambientais a criação de parcerias e a promoção de novos projetos que ampliem as práticas sustentáveis no campo e nas florestas. Na sua visão, este foi o grande saldo positivo do evento.

“A feira recebeu um público bem qualificado. Negócios foram fechados e vários contatos foram estabelecidos. Também tivemos visitas institucionais importantes. Entendo que mais uma vez o evento ajudou a manter o tema da certificação na agenda pública, o que é bastante positivo”, afirmou Guedes Pinto.

A ministra do Meio-Ambiente, Izabella Teixeira, foi uma das ilustres presenças que prestigiaram a Brasil Certificado. Acompanhada por líderes de organizações que trabalham para promover a certificação, a ministra visitou os estandes e participou do fórum “Combate à devastação ambiental e trabalho escravo na produção de carvão vegetal de uso siderúrgico no Brasil”, organizado pelo Instituto Ethos, a WWF Brasil e a Rede Nossa São Paulo.

O Fórum também trouxe ao evento o Embaixador chefe da delegação brasileira para a Rio+20, André Corrêa do Lago, e o ex-ministro da Fazenda e do Meio-Ambiente, Rubens Ricupero, que falaram sobre “O papel dos governos na promoção do bom manejo e certificação florestal”. O debate teve ainda as participações do diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Antonio Carlos Hummel, do diretor-executivo da FSC, Andre de Freitas, e do diretor da OSCIP Amigos da Terra, Roberto Smeraldi. No restante da programação, discussões sobre a extração ilegal de madeira na Amazônia, o financiamento da cadeia sustentável na região e o cenário da certificação agrícola movimentaram os três dias do Fórum, que reuniu empresários de diferentes setores, organizações como a TAA (A Alternativa Amazônica) e a Rainforest Alliance; além de representantes do poder público.

Logo na abertura do evento, um momento histórico. As Fazendas São Marcelo, do Grupo JD, recebeu o certificado emitido pela RAS/Rainforest Alliance Certified, tornando-se a primeira propriedade pecuária com essa certificação no mundo. Já o Serviço Florestal Brasileiro aproveitou o espaço da feira para lançar os editais de concessão de duas áreas na Amazônia: a Floresta Nacional Saracá-Taquera, no Pará, e a Floresta Nacional de Jacundá, em Rondônia.

O evento celebrou ainda o lançamento do estudo “Requisitos Sociais do Padrão FSC para Manejo Florestal em Terra Firme na Amazônia Brasileira”, em parceria entre o Imaflora e a TAA. A cerimônia aconteceu no Espaço Inovação, criado para apresentar ao público as principais  novidades que contribuem para a sustentabilidade. Nele, subiram ao palco representantes de empresas, diretores de programas socioambientais e especialistas do setor.

Por fim, o público pôde conhecer as marcas verdadeiramente comprometidas com o social e o ecológico: móveis produzidos com madeira certificada e produtos agrícolas, também certificados, foram exibidos ao público nos três dias de evento. Alguns dos produtos agrícolas foram degustados nos estandes, mostrando ao consumidor a sua qualidade diferenciada.

“A certificação é uma tendência irreversível nos negócios. As empresas pioneiras nesses projetos já provaram os benefícios da sustentabilidade, e o consumidor está mais consciente da importância de conhecer a origem do produto adquirido”, concluiu Guedes Pinto.

Nota: Pedi para a colaboradora Helen Bispo comparecer ao evento com a credencial do Blog VivoVerde, ainda não sei se “deu certo”, mas estou nas desperanças que tenha dado e assim poderemos saber dela como foi o evento “de perto”. 

 

Daiane Santana

Daiane Santana é a idealizadora do #VivoVerde, mora em Palmas/TO há 15 anos e há 11 escreve neste site. Formada em Engenharia Ambiental, pela UFT – Universidade Federal do Tocantins, pós-graduanda em Gestão de Recursos Hídricos e Segurança do Trabalho. Atua como consultora nas áreas de meio ambiente, segurança do trabalho e está a disposição do mercado de trabalho.

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