Micro plástico, inimigo quase invisível

Micro plástico, inimigo quase invisível

Até 88% da superfície dos oceanos está contaminada por micro plástico!
É o que diz o resultado da Expedição Malaspina que rodou todo planeta coletando amostras de todos os oceanos para detectar o nível desta contaminação.
Além do acúmulo de resíduos plásticos já conhecido no Pacífico Norte, há acumulações semelhantes na região central do Atlântico Norte, Pacífico Sul, Atlântico Sul e do Oceano Índico.
Ou seja, todos os oceanos do mundo possuem restos de plástico em sua superfície.

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Um dos fatores preocupantes é que a maioria dos impactos produzidos pela poluição de plástico nos oceanos ainda não são conhecidos, o que pode ser um grande problema pois quando se descobrir poderá ser tarde demais.
“As correntes oceânicas transportam objetos plásticos que se dividem em fragmentos cada vez menores devido à radiação solar. Estes pequenos pedaços de plástico conhecidos como micro plástico podem durar centenas de anos e foram detectados em quase 90% da superfície oceânica”, explica o pesquisador Andrés Cózar da Universidade de Cadiz.

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Estes resíduos chegam ao mar de várias formas: esgotos despejados, refugo de grandes navios cargueiros, e a principal delas através das chuvas que “lavam” os aterros sanitários.
Os pequenos fragmentos plásticos muitas vezes acumulam toxinas e venenos químicos diversos utilizados na fabricação dos conteúdos das embalagens plásticas. Quando ingeridos, passam para os organismos receptores o que pode alterar não só seus comportamentos como também ter influência danosa na cadeia alimentar marinha.
Dentre os principais resíduos encontrados estão os de polietileno e polipropileno, utilizados na fabricação de produtos como utensílios de cozinha, brinquedos, bolsas, embalagens de alimentos, de bebidas entre outros.
As obstruções gastrointestinais causadas pelo plástico é outro sintoma indesejável que compromete a reprodução animal podendo também levá-lo à morte.

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Analisando apenas 5% do conteúdo todos os nossos mares (foi o que se conseguiu até hoje), descobrimos que as estrelas de todo o Universo são em número menor dos que os seres vivos dentro dos oceanos terrestres.
Sylvia Earle, bióloga estadunidense palestrante da Rio+20, diz enfaticamente que todos os seres vivos são completamente dependentes da existência dos oceanos.
Além de absorverem cerca de trinta por cento do gás carbônico emitido por nós, as minúsculas plantas do fitoplâncton abundantes nos mares, são responsáveis por mais de 50% de todo o oxigênio produzido no planeta.

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Inferimos então, que o plástico é muito necessário nesta era onde a maioria das coisas são feitas com o ferro, porém a necessidade de reduzir a quantidade de resíduos é imediata pois só assim poderíamos frear uma possível catástrofe ambiental (mais uma) de proporções incalculáveis, sabendo-se que os oceanos são o “pulmão do mundo”.
Grande abraço!

Por Tomé Ferreira

Tomé Ferreira

Graduando em TECNOLOGIA EM MULTIMÍDIA DIGITAL pela UNISUL Iniciei minha carreira como “Desenhista” de prancheta. Arte-finalizava tudo manualmente também fazendo trabalhos esporádicos de Jornalismo Social. Em 1992 com a chegada do microcomputador fiz diversos cursos na área de design entre eles Photoshop (Senai), Indesign e QuarkXpress (Casa de Editoração), Corel Draw e FreeHand (Market) entre outros, aprendendo muito como autodidata também. Fundei o Portal Duniverso em 2009 iniciando de vez minha saga pelo jornalismo o qual me apaixonei. Jornalista registrado no Ministério do Trabalho e Emprego sob o número: 0016467MG. Vida inteligente na WEB.

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