O que resta do bioma cerrado e qual o seu valor?

A biodiversidade existente no cerrado está seriamente ameaçada pela devastação, pois muitas das espécies que aí ocorrem possuem distribuição geográfica restrita. Pela posição central do cerrado no continente sul-americano, ocorrem associações entre a vegetação do cerrado e outras formações, dentre estas a floresta paludícola.

Atualmente, o Cerrado é considerado um complexo de formações oreádicas com fisionomias diferentes, desde o campo limpo (fisionomia campestre) até o cerradão (fisionomia florestal), representando as formassavânicas intermediárias (campo sujo, campo cerrado e cerrado sensu stricto) um longo ecótono entre aquelas duas fisionomias extremas. As fisionomias extremas (o campo limpo e o cerradão) apresentariam espécies exclusivas, enquanto as fisionomias savânicas apresentariam uma mistura dessas espécies.

O Cerrado localiza-se predominantemente no Planalto Central do Brasil. A área de ocorrência potencial do Cerrado ocupa cerca de 22% do território nacional, ou ao redor de dois milhões de km2, abrangendo os estados de Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rondônia, São Paulo e Tocantins. Porém, a área atual é bem menor, pois o Cerrado é o ecossistema que vem sofrendo a maior taxa de devastação no Brasil. Desde 1960, o Cerrado vem sendo devastado devido à expansão das atividades agropecuárias, ao aumento da demanda de carvão vegetal, ao aumento populacional e conseqüente expansão imobiliária e à construção de barragens para hidrelétricas.

Estima-se que seja de 3.000 e 7.000 o número de espécies de angiospermas terrícolas autosustentantes no cerrado, mostrando que sua riqueza florística é muito maior do que se supunha. A quase totalidade dessas espécies ocorre exclusivamente no cerrado, isto é, quase 100% das espécies são endêmicas no Cerrado.

O Cerrado vem sendo destruído, sem que haja um pleno conhecimento dos recursos naturais e das formações vegetais desse ecossistema, cuja ocupação tem sido feita sem um planejamento ambiental rigoroso e, geralmente, sem atender à legislação federal de conservar a área de reserva legal e a área de preservação permanente.

Não basta conservar um grande fragmento em um único local, mas é necessário manter preservados diversos fragmentos de cerrado em toda a sua área de ocorrência.

Daiane Santana
Fonte: Artigo – Estrutura do cerradão e da transição entre cerradão e floresta paludícola
em fragmento.

Sugestões, parceria e contato: daianeea@gmail.com
Grata

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Daiane Santana

Daiane Santana é a idealizadora do #VivoVerde, mora em Palmas/TO há 15 anos e há 11 escreve neste site. Formada em Engenharia Ambiental, pela UFT – Universidade Federal do Tocantins, pós-graduanda em Gestão de Recursos Hídricos e Segurança do Trabalho. Atua como consultora nas áreas de meio ambiente, segurança do trabalho e está a disposição do mercado de trabalho. Contato: contato@vivoverde.com.br | daiane@vivoverde.com.br | Twitter - @DaianeVV | Instagram: @DaianeVV

7 comentários em “O que resta do bioma cerrado e qual o seu valor?

  • 7 de janeiro de 2009 em 4:49
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    A ocupação desordenada sempre é problema. Moro em Joinville – SC e pelomenos a prefeitura se preocupa em preservar várias áreas de mata atlântida no perímetro urbano.

    Exemplo disso é a mata de araucárias do Paraná que já sumiu faz um bom tempo.

    Uma pena.

  • Pingback:vivoverde

  • 10 de dezembro de 2009 em 10:36
    Permalink

    nossa que lindo pena que são devastado

  • 29 de agosto de 2011 em 20:08
    Permalink

    é muito da hora!!!!!!!!!!!!!1

  • 19 de setembro de 2012 em 9:31
    Permalink

    A biodiversidade existente no cerrado está seriamente ameaçada pela devastação, pois muitas das espécies que aí ocorrem possuem distribuição geográfica restrita.eu achei legal

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