O verde otário! Quem é o otário aqui?

Não quis ler nenhum blog ambiental antes de fazer esta matéria, até porque me acho um pouco flexível demais e não daria nada para que eu mudasse esta minha opinião que tenho agora e que gostaria de compartilhar. Assista ao vídeo abaixo:

Vou tentar falar de todos detalhes que penso em relação a “este” vídeo e não ao fato do vídeo ter chamado TODAS AS PESSOAS DO MUNDO QUE SE PREOCUPAM COM O MEIO AMBIENTE DE OTÁRIO… Pelo menos esta foi a minha primeira impressão… Mas enfim, vamos lá!

O que seria de fato ser verde? No vídeo o autor considera como, aquela pessoa que diminui o consumo, procura por vantagens econômicas,  dispensa o carro, começa a andar de bicicleta  e se empolga e quase dá a volta ao mundo!! Bom, O que ele disse não é novidade para ninguém que realmente pretende “ajudar o planeta”. Creio que eu já tenha dito isto aqui, sou adepta do fato de que O PLANETA NÃO PRECISA DE AJUDA!! Ele sempre estará aqui, de que forma? Não sei, pode ser de uma forma propícia para eu e você viver por aqui ou não, mas que o planeta vai acabar ou desaparecer… Não, não, por favor! Mas o que quero chamar atenção é que, porque não diminuir o consumo de energia ou água? Porque não andar de bicicleta? Estas ações ajudam no bolso e também na saúde…

Como disseram nos comentários do vídeo do Youtube (que são bem interessantes), o vídeo estava indo muito bem, até ele começar a falar do “Grupo Pão de Açúcar”!! Não quero tentar ajudar ou defender a empresa aqui não, mas será bom dar uma cutucada em alguns fatores. E as questões que me perturbou foi:

Todas a sacolas/ecobags são feitas no Vietnã?

E os sacos de papelão? Onde ficam?

E os produtos que estão dentro das ecobas? Feitos de plástico?

E a quantidade de sacolas que deixaram de ir para rios e mares?

Porque não usar sacolas de pano feitas por você ou compradas de um lugar confiável?

Porque não mudar de supermercado?

Desde quando trabalho escravo é um problema só dos países asiáticos? Convido vocês para conhecer o projeto contra o Trabalho escravo no Brasil também!

Olha… já comprei as tais sacolas “feitas no Vietnã”, uma até comprei no Rio de Janeiro, no próprio Pão de Açúcar, acompanhada de amigos (@sstanleyy e @stefanohenrique) que estão de prova disto e minha justificativa foi: “Gostei muito do designer e da cor, vou levar para minha mãe, porque ela gosta delas para levar para a feira por serem resistentes, afinal eu quase não faço feira”. Coloquei até testemunhas que é para não terem dúvidas. Tenho aqui em minha casa também uma que comprei da Natura, de pano e vamos ver de onde vem??? Não sei, porém, é feita de pano e dá para ser utilizada de várias formas!

O primeiro ponto que ele considerou como sendo um “verde otário” foi o fato das sacolas serem feitas no Vietnã, sudeste asiático… e da necessidade de importar estas sacolas de láááá… de um lugar que tem (como ele mesmo disse) , fábricas poluidoras, exploração dos trabalhadores, percorreu milhares de quilômetros, via navio, caminhões e colocadas em um local de fácil acesso. O que ele disse não é de tudo mentira e nem errado. Acho que o autor do vídeo focou muito nos problemas sociais do país de origem da sacola e também no quanto há de geração de poluentes, até que a sacola apareça “em um local de fácil acesso”. De fato é verdade! Seria bem melhor se fossem sacolas fabricadas aqui no Brasil, no qual geraria muito mais empregos, a distância de locomoção e geração de poluentes seria bem menor e talvez até a matéria prima poderia ser outra (biodegradável é claro) mas…..Sim!!! Neste caso o supermercado achou mais rentável trazer suas sacolas ditas ecológicas de lá, e sim, eu disse rentável, não dá para pensar em trabalho/empresa, sem pensar em economia/ lucro, lembra quando disse acima de que a economia de energia e água ajudava no bolso, é algo que favorece a gente também. As empresas  também precisam di$$$to!

Aliás, além de precisar de economia/lucro, esqueci de me referir  que, quando comprei minha sacola no Pão de Açúcar por R$1,99, meus amigos que tinham conta no supermercado, conseguiram nesta ação juntar 1000 pontos, o que seria convertidos em produtos posteriormente! Bom, não é? Todo mundo gosta disto e mais, comprei a sacola, dei para minha mãe e olha lá, ela usa até hoje quando vai às compras na feira.

Para finalizar, o autor cutuca em mais uma questão, o consumismo! Este  NUNCA  deixará de existir, se você pensa que as pessoas (digo no geral) vão mudar de atitude… há, não vai! As pessoas precisam de roupas, de comida e digo mais, hoje nós precisamos sim de tecnologia! O Governo já ajuda às pessoas a terem uma visão assim, quando fazem projetos no qual há de se cadastrar pela internet e tal… Masssss a questão está no “uso consciente”/ “consumo consciente”, do saber o quanto é ou não necessário aquilo que você acabou de conquistar/usufruir. É também o saber o que fazer com aquelo que você está trocando, digo com mais veemência em elação aos celulares, que é sempre bom ter aquele mais tecnológico (sim, sei que há pessoas que não pensam assim, mas no meio em que vivemos…). Você troca e aí? Já revendeu para empresas de reciclagem? Já colocou em coletores de reciclagem? Já revendeu? Ou simplesmente jogou no lixo e foi parar em um lixão qualquer?

 

O que gostaria de dizer é que, há  MUITOS  detalhes hoje na área ambiental que, ou você realmente discute e não vai chegar a um “denominador comum”, ou então vá viver isolado no meio do mato (sem querer ofender a quem escolheu esta vida, eu admiro demais) e que geralmente não consegue ser de fato  tão SUSTENTÁVEL assim!

O autor ressaltou que há de se continuar usando as sacolas “até porque elas não tem nada a ver com isto”, mas que é bom saber a procedência, isto é bom sim! Ressalta a importância do impacto ambiental negativo em relação a certas atitudes de algumas empresas!

Agora pergunto ao autor do vídeo e às pessoas que estão veementemente apoiando o vídeo e até falando besteiras demais. Como está a vida dele agora? Será que agora ele só anda de carro? Só vive comprando em “outros supermercados” e pegando até sacolas de plástico a mais? Está jogando sacolas plasticas em rios? Anda poluindo mais? Anda gastando mais energia? Anda jogando água potável para tudo quanto é lado, desperdiçando? … Humm tenho lá minhas dúvidas. Outra coisa, tenho certeza é que ele sente saudades de suas viagens de bicicleta pelo mundo! Certas mudanças de atitude apenas vem para o bem… o bem estar! E a palavra meio ambiente nada mais é, do que isto!

Não sei se fui bemmmm clara, mas é isto! Talvez com vocês comentando eu posso ir explicando melhor minha visão!

 

 

 

 

Daiane Santana

Daiane Santana é a idealizadora do #VivoVerde, mora em Palmas/TO há 15 anos e há 11 escreve neste site. Formada em Engenharia Ambiental, pela UFT – Universidade Federal do Tocantins, pós-graduanda em Gestão de Recursos Hídricos e Segurança do Trabalho. Atua como consultora nas áreas de meio ambiente, segurança do trabalho e está a disposição do mercado de trabalho. Contato: contato@vivoverde.com.br | daiane@vivoverde.com.br | Twitter - @DaianeVV | Instagram: @DaianeVV

13 comentários em “O verde otário! Quem é o otário aqui?

  • 12 de janeiro de 2012 em 13:48
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    Eu entendo o que ele quer dizer. Ser ‘verde otário’ é acreditar em greenwashing, o marketing verde falso. A questão das sacolas é uma pena, porque elas viraram um ícone do movimento verde apesar de fazerem pouca diferença – se pedíssemos menos empacotamento dos produtos talvez a diferença seria maior. E deixar de comer carne e produtos animais é a coisa que mais dá resultados em termos de pegada ambiental. Foi uma pena que ele deixou isso de fora – esse é o melhor conselho que alguém pode dar.

  • 12 de janeiro de 2012 em 13:54
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    Verdade Lobo… e eu me esqueci de falar do Greenaashing!! Que é fato que existe e que manipula demais nós!! Mas acho que no fundo, ele e eu (em meu texto) tentamos abordar um pouco isto! Bem lembrado.

  • 12 de janeiro de 2012 em 14:45
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    O termo ecobag é que confunde as pessoas. Em nenhum momento (pelo menos no vídeo) a sacola é chamada de ecobag pelo Pão de Açúcar.
    Para ser eco é preciso muito mais do que ser retornável. Sua forma de produção, a matéria prima utilizada e a procedência para uma menor emissão de CO2.
    Usando a sacola retornável continuamos fazendo a nossa parte, e faz parte escolher a que tenha o melhor custo X Benefício (para nós e para o meio ambiente).

  • 13 de janeiro de 2012 em 14:21
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    Olá Daiane!

    Gostei do desabafo… apoio sua indignação!

    Mas sera que apostar no dialogo com as empresas nao e insuficiente, dado o atual contexto?

    Afinal, as grandes corporacoes estão ditando as regras do jogo há um bom tempo, e desde que o neoliberalismo tomou conta das principais nações do mundo, os governos tem cada vez menos poder de regulamentação sobre o capital privado e seus ditames. Aliás, os partidos políticos são nada mais do que reféns do capital corporativo, já que é a grana das transnacionais que elege candidatos.

    Esse discurso de que o consumo consciente e o diálogo com as empresas vão causar uma transformação global é justamente o que as grandes corporações querem de nós… que nos resignemos ao mero papel de consumidores e que expressemos nossas convicções apenas no ato de consumir.

    Acredito que o momento atual exige posições mais firmes de nós. Se queremos impor regras à economia, teremos que ser mais enfáticos, ao invés de ficar mendigando com o ombudsman das grandes empresas…

    Chegou o momento de agir. Consumir não vai mudar nada….

    Mudança de estilo de vida, mudança de hábitos, redes de troca, autoconsumo, produção artesanal, incentivo à tecnologias limpas, produção para subsistência, abandonar os mercados… menos do que isso não será suficiente…

    Abraços
    @gabrieldread

  • 16 de janeiro de 2012 em 0:41
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    Apoiado \o/

  • Pingback:O verde otário! Saiba se você é um « GEEK CAFÉ

  • 21 de janeiro de 2012 em 23:49
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    texto extremamente superficial.

  • 17 de abril de 2012 em 19:38
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    Você foi tão infeliz na sua colocação sobre a pretensão do homem ao achar que ele acabará com o planeta. De que ele não precisa de ajuda, de que ele pode estar aqui de uma forma propícia para nós ou não. Isso é obvio, como também é obvio que “cuidar” do meio ambiente é torná-lo propício para nós. Afinal de contas, somos egoístas sim, de nada serve para o homem, um planeta que não seja propício à ele. Por favor, estes chavões de opiniões formadas são infelizes demais. “o mundo não precisa de ajuda”, O MUNDO NÃO PRECISA, QUEM PRECISA É A GENTE. tenha dó. E depois, você se denuncia ao afirmar que a palavra meio ambiente significa mudanças que vem para o bem, o bem estar. Uma vez que “meio ambiente” são duas palavras.

    Ao pesquisar a fundo a origem da nova lei, que proíbe distribuição de sacolas plasticas em supermercados, você poderá notar o seguinte: a lei foi construída perante um acordo (os mercados optaram assim, ninguém impôs). Quando uma empresa se propõe a diminuir o consumo destas infelizes sacolinhas (que poluem muito, diga-se de passagem, muitooo mais que as embalagens plasticas, que iriam dentro desta “ecobag” que não é uma ecobag citadas por você, outras duas citações infelizes suas) é irônico, de mal gosto, e ridículo distribuir sacolas retornáveis feitas no Vietnã.

  • 18 de abril de 2012 em 8:38
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    Muito obrigada pelos esclarecimentos Isabela Magalhães.

  • 8 de maio de 2012 em 15:10
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    eu nao entendi so fala merda ai

  • 31 de julho de 2012 em 22:15
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    no meu entender tudo o que digam é apenas conversa sem valor,tudo o que existe mesmo sendo verde tem o seu consumo de energia, exemplo de carros electricos sao muito ecologicos mas nao se esqueçam de quanta energia foi consumida para colocar este carro há venda, para carregar as baterias é preciso electrecidade e esta vem na maioria de centrais termoelectricas que queimam combustiveis fosseis para nao falar na poluiçao provocadas por as baterias inutilizadas,feitas as contas desde a concepçao até há utilizaçao do quer que seja feitas as contas o consumo energético é o mesmo. A investigaçao para a descoberta ou aperfeiçoamento de coisas pseudo-verdes tem um consumo energético muito grande.
    O problema de fundo tem a haver com o numero de habitantes a nivel mundial que apenas quase quadriplicou em apenas 100 anos e com o consumo superior ao que é produzido, neste momento a terra está a produzir 1,5 vezes o que é necessário.
    Ser verde nao é fazer campanhas comer vegetais e coisas do genero ser verde é nao consumir mais do que o necessario.
    Do que vale eu comer apenas vegetais e coisas do genero se depois tenho um telemovel, um portatil um carro topo de gama e as saladinhas que compro sao pré- lavadas embaladas

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