A revoada dos cupins (alelúia)

Começam as chuvas e lá estão eles, os “bichinhos voadores“, era assim que eu os denominava quando criança, até descobrir definitivamente que não passavam de pequenos cupins!

“O cupim, como é chamado aqui no Brasil ou térmite, térmita (Europa) ou  salalé (Angola) ou ainda muchém (Moçambique) é um inseto eusocial da ordem Isoptera, que contém cerca de 2.800 espécies catalogadas no mundo. Esses insetos são mais conhecidos por sua importância econômica como pragas de madeira e de outros materiais celulósicos, ou ainda pragas agrícolas, entretanto, apenas cerca de 10% das espécies conhecidas de cupins estão registradas como tal. (wiki)”

Quando descobri isto eu confesso que fiquei um pouco com “nojo” mas depois você percebe que estes rebeldes bichinhos voadores são bem inofensivos. A questão é que, é inevitável não encontrar com estes logo que iniciam as chuvas, hoje eu já acho bem bonito quando eles aparecem, é sinal que a chuva vai mesmo se firmar e o período chuvoso que é tão aguardado por aqui por causa das altas temperaturas está por vir.

Estes insetos saem de seus habitats para um objetivo, a dispersão e fundação de novas colônias que geralmente ocorre num determinado período do ano, coincidindo com o início da estação chuvosa. Nessa época ocorrem as chamadas  revoadas de alados (chamados popularmente de siriris ou aleluias), dos quais alguns poucos conseguem se acasalar e fundar uma nova colônia.

No Brasil são encontradas apenas as famílias: Kalotermitidae, Rhinotermitidae, Serritermitidae e Termitidae.

  • Os Kalotermitidae são capazes de viver em madeira seca sem contato com o solo e nunca constroem ninhos.
  • Os Rhinotermitidae são na maioria subterrâneos e se alimentam de madeira, e alguns deles são pragas importantes.

Aqui na região (Goiás e Tocantins) é bem fácil de encontrar os cupins que fazem seus ninhos subterrâneos. Quando criança me lembro de brincar subindo ou até mesmo colocando alguns galhos nos buracos para ver se saía algum “bichinho” (rs).

Na revoada muitos dos cupins morrem, tanto porque ficam mais sujeitos aos predadores como também ao homem, que acaba matando-os por incomodar. Mas, muitos se salvam e formam suas colônias.

 

Daiane Santana

Daiane Santana é a idealizadora do #VivoVerde, mora em Palmas/TO há 15 anos e há 11 escreve neste site. Formada em Engenharia Ambiental, pela UFT – Universidade Federal do Tocantins, pós-graduanda em Gestão de Recursos Hídricos e Segurança do Trabalho. Atua como consultora nas áreas de meio ambiente, segurança do trabalho e está a disposição do mercado de trabalho. Contato: contato@vivoverde.com.br | daiane@vivoverde.com.br | Twitter - @DaianeVV | Instagram: @DaianeVV

3 comentários em “A revoada dos cupins (alelúia)

  • 14 de outubro de 2011 em 13:11
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    Pai amado!

    Agora fiquei com medo, vivo inspecionado a grama do jardim para ver se esses “bichinhos” não estão por lá, agora depois de ler aqui, estou apavorado, em choque (rs) Já que ao entardecer o que se vê é só aleluias.

    Socorro 😛

  • 17 de setembro de 2019 em 20:37
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    Em São Paulo, capital a maioria das árvores estão podres de cupins e acabam caindo porque a prefeitura não tem verba para resolver o problema! Mas quando caem causam problemas maiores, com o trânsito ter que ser desviado, postes de luz 💡 danificados, muitas vezes podem matar pessoas, caindo em carros estacionados! Isto é uma vergonha. O que pagamos de IPTU e outros encargos não bastam para termos nossas residências e condomínios conservados?
    Sem mais comentários…

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