A novela do alagamento assola o Estado de Rondônia!

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O “roteiro” tem como destaque a construção das usinas hidrelétricas Santo Antônio e Girau no estado de Rondônia onde os atores responsáveis são os mesmos e as soluções, críticas e nefastas como sempre.

Foi dito e alertado há muito tempo (de acordo com parecer dos órgãos COHID/CGENE/DILIC/IBAMA em 21 de março de 2007), que não era possível atestar a viabilidade dos projetos hidrelétricos das ditas usinas Santo Antônio e Girau.

Foi comprovado e alardeado aos quatro ventos por ambientalistas, ONGs e não ONGs, porém o governo fez questão de simplesmente não ouvir (ou fingir que não ouviu) e ainda decapitou chefes de órgãos públicos na época, como Langone secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Kuntz Jr. líder de licenciamento do IBAMA.

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Isto é uma atrocidade?

Será que estes nobres cidadãos estavam a conspirar contra a nação e por isso barraram o ambicioso projeto “aquático” por não gostarem do Brasil e não querendo nosso (deles também) desenvolvimento, sabotaram?

Ora bolas, difícil de acreditar.

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Então só nos resta crer que por algum (ou alguns) motivo extremamente importante para o governo (talvez exclusivamente para ele) a construção dos complexos foram aprovadas através de licenças obtidas em data superior ao início das obras. Ou seja, as obras já estavam em processo relativamente adiantado quando a autorização para serem realizadas saiu.

No mínimo estranho, e no máximo totalmente ilegal.

Como se inicia uma obra gigantesca com o nosso suado dinheiro (recursos do PAC) e de tamanha responsabilidade, onde a autorização para tal não existe?

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Com certeza isso é um crime ou vários crimes juntos, pois o arraso com o meio ambiente e principalmente com as populações ribeirinhas está pulando aos olhos do mundo. Milhares de pescadores da região dependem dos pescados que não irão mais existir, ou no mínimo reduziram drasticamente em função dos alagamentos.

Sem contar toda flora e fauna que irão sucumbir submersas nas águas profundas de uma ambição pseudoprogressista que atropela sem dó nem piedade seres humanos, animais e plantas caso cruzem seu caminho. Tudo em nome do progresso!

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Quase 1400 famílias inteiras já foram obrigadas a deixar suas casas. Quanto isso custa para elas principalmente, e para todos nós que sustentamos a máquina governamental esfomeada por recursos?

A presidenta culpa as chuvas em excesso, porém a maioria de todos os especialistas (um deles Roberto Smeraldi da ONG Amigos da Terra) afirmam que o agravamento se deve à construção das barragens das usinas.

Ora, se temos um laudo de 2007 onde órgãos do próprio governo aconselham o não iniciar das obras, só nos deixa a certeza de que o governo está blefando!

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Quando morei em Porto Velho (no ano de 1985), constatei que no verão (exatamente esta época) realmente todos os dias chove na capital, seja muito seja pouco, sempre chove. E esse fato nunca impediu a mim ou qualquer pessoa de frequentar os diversos bares e restaurantes instalados às margens do gigante rio Madeira. Nunca fiquei sabendo de nenhuma enchente enquanto estive por lá, e olha que na época apenas 07 por cento da cidade possuía esgoto oficial.

A reportagem abaixo mostra o sofrimento causado à humilde população e comprova estas informações:

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Na fritada dos ovos, pelo menos uma vitória providencial: foi determinado na última semana pela Justiça Federal que os consórcios (ESBR e SAE) responsáveis pelas usinas, arquem com os ônus de socorro e manutenção das vítimas, e também que faça novo estudo para avaliar o verdadeiro impacto das drásticas intervenções na natureza que obras deste porte provocam.

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As dúvidas que ficam no mínimo são três:

Estamos pagando o governo para cometer crimes ambientais por nós?
É para isso que damos dinheiro a um governo que tem a quinta maior carga tributária do mundo e em troca todos sabemos que é insatisfatório?
O que podemos esperar do verdadeiro retorno dessas hidrelétricas que consumiram muitos recursos públicos (nossos), vida ambiental e vida humana?

Quem souber por favor nos diga!

Grande abraço!

Tomé Ferreira

Graduando em TECNOLOGIA EM MULTIMÍDIA DIGITAL pela UNISUL Iniciei minha carreira como “Desenhista” de prancheta. Arte-finalizava tudo manualmente também fazendo trabalhos esporádicos de Jornalismo Social. Em 1992 com a chegada do microcomputador fiz diversos cursos na área de design entre eles Photoshop (Senai), Indesign e QuarkXpress (Casa de Editoração), Corel Draw e FreeHand (Market) entre outros, aprendendo muito como autodidata também. Fundei o Portal Duniverso em 2009 iniciando de vez minha saga pelo jornalismo o qual me apaixonei. Jornalista registrado no Ministério do Trabalho e Emprego sob o número: 0016467MG. Vida inteligente na WEB.

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