#VVPergunta – Uma vivência que todos necessitam experimentar

Tem um bom tempo que eu fiz aqui no blog o “VivoVerde pergunta“, no qual tem o objetivo das pessoas responderem “o que faz você pelo meio ambiente?” e um dia destes tive a oportunidade de encontrar no face algumas fotos de uma amiga que participou de um curso voluntariado na Argentina de permacultura. Achei tão legal tudo, a iniciativa, as diretrizes e todo o mecanismo que era empregado que tive que pedir que ela me encaminhasse o seu relato, este segue abaixo…

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Sou Silvana, Engenheira Ambiental, e estou cursando uma especialização em Agronegócios, primeiramente me questionaram porque agronegócios. É um curso diretamente ligado ao forte sistema capitalistas que proporciona cada dia mais uma economia insustentável para nosso planeta, mas acredito que não estamos aqui no mundo para julgar o que é certo ou errado pois essas concepções mudam dependendo do conhecimento e interesses. Eu acredito na união de conhecimentos e no desenvolvimento de ideais coletivos que proporciona uma melhor qualidade de vida para um todo não para poucos. Essa concepção consciente do homem não nos leva ir contra o sistema, mas sim compreender as reais necessidades de todo o processo evolutivo do homem que está interligado com a forma de vida na terra, rede de interações naturais de vida.

Assim, venho buscando, tentando compreender como essa interação do homem com o meio pode vir a se estruturar de forma sensata, através de pesquisando e trocando ideias sobre uma nova concepção de vida, conheci a Permacultura, que alias não é tão nova assim, posso até dizer que é um resgate da humanização do homem moderno. Essa concepção está ligada com o homem fazer parte e se sentir parte do sistema onde está incluído não só da Terra, mas de toda a energia do Universo.

Dessa forma busco novos conhecimentos sobre a forma integrada de vida, participei de um curso de Ecovilas em Ubatuba (IPEMA- Instituto de Permacultura da Mata Atlântica), foi maravilhoso, uma forma de me interessar mais e dar força no que realmente acredito. Assim, faço parte de uma organização não governamental IDAHRA (Instituto de Desenvolvimento Ambiental e Humano da Região Amazonica), que através de trabalhos vejo que semeando novos hábitos podemos não só passar o conhecimento, mas unir o conhecimento das pessoas  para o seu dia a dia.

Deste modo senti a necessidade de estar adquirindo um conhecimento mais interativo com a Permacultura, vivenciando as necessidades e uma forma de agregação de valores. Assim, em fevereiro de 2012 ví uma possibilidade de participar de uma vivencia, mas onde, verifiquei na internet alguns centros de permacultura, no CIDEP um Centro de pesquisar, desenvolvimento e formação de Permacultura, localizado a 15km da cidade de El Bolson, Patagonia que fica na Argentina perto de Bariloche. É uma chácara de 12 has em uma linda área rural perto da cordilheira. Identifiquei que nesse além de vivencia estaria ocorrendo um curso de Biocontrução em fevereiro, onde eu não estaria só aprendendo mas fazendo parte da organização, e para melhorar eu teria o contato direto com outra cultura e conhecimento de uma nova língua (espanhol). Fiquei bem ansiosa e fui atrás para concretizar essa vivencia como voluntariada no CIDEP.

O CIDEP uma região onde o inverno é muito rigoroso, assim, está aberto para voluntariados de outubro a março quando não está nevando, fiquei feliz estava tudo se encaixando bem fevereiro seria perfeito, feriado de carnaval e voluntariado aindaem aberto. Entreina Internet fiz minha inscrição no site, e obtive uma resposta “ hola Silvana, Gracias por completar La ficha de inscripción. Te esperamos El 8 de febrero entonces. Um gran saludo”. E assim foi o começo daquela grande sonho virando realidade.

Cheguei ao CIDEP dia 9 de fevereiro, já no primeiro dia já fui trabalhando com a horta capinar framboesas, no segundo dia tivemos o café da manhã e como o de sempre reunião para distribuição de tarefas que ocorre sempre uma pela manhã e depois outra de tarde para saber das atividade. De manhã, primeiro limpeza dos ambientes, banheiros, duchas; e depois fomos organizar e estruturar a horta de ervas e flores que tinha um formato de flor. Foram varias atividade durante toda a semana, mostrando conceitos, materiais e formas de construção eu sempre perguntando quando era possível pois meu portunhol não é muito bom.

Nos fins de semana os voluntariados que no caso acho que éramos uns nove mais ou menos, pois variava muito porque todos os dias poderia estar chegando ou saindo voluntariados de toda parte do mundo. Sempre nos organizavam em reuniões para ser saber o que estava ocorrendo e deixar as situações consensuais, já que estava perto de ocorrer o curso de Bioconstuindo, um curso que é feito com um grupo de permacultures de varias regiões lugares do mundo, que tem como proposta oferecer o conhecimento e a prática da permacultura através de alguns sistema e técnicas.

Durante o curso de Biocontrução aprendi e também trabalhei bastante, fiz parte da organização como servidora, portaria e as necessidade que ali ia surgindo. O grande objetivo de lá ela doar e receber conhecimentos, participar de várias atividade assim como alguns sistemas sustentáveis em vários níveis de conhecimento tanto para energia eólica, construção de tapa vendo naturais, energias alternativas, o uso da energia solar, banheiros secos, reciclagem, jardim e espaço de reserva natural, utilização de águas cinzas entre outros sistemas que englobam o conhecimento sobre a cultura permanente. A proposta do local é que além de permitir o processo de aprendizagem ele também seja dinâmico, participativo quanto ao conhecimento e vivencia do processo integral de novos hábitos.

O loca e as pessoas me proporcionou o crescimento mutuo entre pessoas e meio ambiente, a contribuição do saber através da filosofia da permacultura, práticas, onde se tem a oportunidade de compartilhar com a conhecimentos, intercambio de informações multi disciplinares de pessoas de vários país e com uma um objetivo em comum, buscar o novo saber, reencontrar a forma de viver com harmonia entre os homens e o seu ambiente natural, procura da forma consciente a ligação entre o agricultura consciente, em busca da humanização do homem moderno que trata de um economia integrada as reais necessidades humanas que sustente o ser humano como um todo e não em suas partes, assim como uma cadeia evolutiva em um processo de identificação de valores humanitários.

Enquanto passava a semana do curso conheci várias pessoas de todo o mundo com projetos sociais incríveis, inclusive fiz amizade com Katya e Emiliano que moram ali na região e estão construindo a sua própria casa com sistemas sustentáveis, me convidou para conhecer e participar junto a eles dessa construção. Assim antes de ir embora para o Brasil passei dois dias com eles, fantástica experiência.

Esse intercambio cultural foi como uma harmonização que trousse a restauração do meio ambiente para meu interior, uma forma de saber e sentir as suas reais necessidades de vida, dessa forma multiplicar e a concretizar atividades cíclicas do universo.

Quero dizer que existem várias formas de cultivar esse saber, é uma conquista diária, procuro me observar e atingir minhas conquistas passo por passo, e sei que esses quase vinte dias de muita interação na Argentina convivendo com muito conhecimento, harmonia e trabalho me proporcionou parte desse meu saber que ainda tenho grande caminho para alcançar.

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Serviço:

Quer participar também? Entre no link http://www.cidep.org/ que é este da Argentina que a Silvana participou e ainda tem o http://www.ipemabrasil.org.br/ no qual este  é de Ubatuba.

Se você já participou de algum evento destes, porque não compatilha conosco também? Será uma honra conhecer sua história. Só encaminhar um e-mail para contato@vivoverde.com.br

Agora, segue mais fotos, se eu pudesse colocaria as 171 fotos que ela postou, mas como não tenho autorização de mostrar os outros participantes, segue algumas selecionadas por mim: