Aqui no Tocantins a gente bebe é agrotóxico! E no seu Estado?

Já chego com um “Sub-zero nos peitos”, porque o assunto é grave mesmo! Só na capital Palmas, são 27 agrotóxicos detectados na água que abastece a cidade, entre 2014 e 2017. Dentre estes, 11 são associados a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos e 16 outros agrotóxicos.

Imagem: Por trás do alimento

A fonte é do site Por trás do alimento que mostra um mapa que é fruto de uma investigação em conjunto realizada pela Repórter Brasil, Public Eye e Agência Pública. Os dados utilizados são do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde. Além do número de agrotóxicos na água por cidade, os dados permitem também enxergar a concentração dessas substâncias, que é medida em microgramas por litro.

Dentre os 139 municípios do Estado, apenas 15 não apresentam agrotóxicos, simplesmente porque NUNCA FORAM analisados! Já em relação a concentração na água, Araguaína é a única que detectou agrotóxico em concentração acima do limite considerado seguro no Brasil na água no mesmo período acima, que foi o glifosato. Aquele mesmo que matam as abelhas 🙁 .

Imagem: Por trás do alimento

Aparentemente, os Estados que apresentam maior concentração são Tocantins, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Confesso que gostaria de conhecer a resposta das agêncais de tratamentod e água destes Estados!

É bom lembrar que, a água ao chegar nas torneiras dos cidadãos é necessário um tratamento, porém, de acordo com a engenheira química e professora titular do campus Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Sonia Corina Hess, os medicamentos, hormônios sintéticos, metais pesados como chumbo, cádmio, alumínio e urânio e compostos orgânicos nocivos à saúde e ao meio ambiente, entre eles o agrotóxico glifosato, estão na água aparentemente pura e cristalina que chega às torneiras da população. Análises apontam contaminação em amostras de fontes de abastecimento de SP, RJ, SC e CE, inclusive de água que passou por estação de tratamento. E as concentrações vão muito além do limite permitido. Oriundos dos esgotos doméstico e industrial, além de atividades agropecuárias, despejados em mananciais destinados ao consumo humano, atravessam estações de tratamento que adotam processos inócuos e obsoletos, que seguem protocolos defasados e parâmetros científicos superados.

Entre no link https://portrasdoalimento.info/agrotoxico-na-agua/ e descubra qual a situação de sua cidade. Conte nos comentários qual é a sua situação!?

Atualização:

A empresa BRK nos respondeu:

Olá! A água fornecida à população das 47 cidades atendidas pela BRK no Tocantins é testada em diversas análises realizadas diariamente, segundo os parâmetros da Portaria N° 5/2017 do Ministério da Saúde, e de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS).— BRK Ambiental (@BRKAmbiental) 25 de junho de 2019

Todos os resultados são submetidos à Vigilância Sanitária Municipal. São 70 mil análises por mês para testar diversas características da água sendo que, no último semestre, foram realizados 9.168 testes específicos para agrotóxicos.— BRK Ambiental (@BRKAmbiental) 25 de junho de 2019

Informamos ainda que, em todos esses testes específicos, ficou comprovado que a água estava dentro dos parâmetros exigidos pela legislação. A BRK reitera seu compromisso de garantir água de qualidade para seus clientes.
Se tiver mais alguma dúvida, estamos à disposição!— BRK Ambiental (@BRKAmbiental) 25 de junho de 2019

Daiane Santana

Daiane Santana é a idealizadora do #VivoVerde, mora em Palmas/TO há 15 anos e há 11 escreve neste site. Formada em Engenharia Ambiental, pela UFT – Universidade Federal do Tocantins, pós-graduanda em Gestão de Recursos Hídricos e Segurança do Trabalho. Atua como consultora nas áreas de meio ambiente, segurança do trabalho e está a disposição do mercado de trabalho. Contato: contato@vivoverde.com.br | daiane@vivoverde.com.br | Twitter - @DaianeVV | Instagram: @DaianeVV

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