Atitudes que podem ser tomadas para salvar os oceanos

A gente sabe que a natureza tem um grande potencial de se reconstruir, não é mesmo? O oceano faz parte disso. Porém, nas últimas décadas, isso vem sendo desconstruído. Isso porque as águas marinhas vêm sofrendo com um alto nível de poluição, de tal modo que elas já não conseguem mais se regenerar.

Já ouvimos falar, em noticiários e sites de notícias, que os oceanos são contaminados, diariamente, principalmente, com dejetos dispensados de grandes indústrias, como a de estação de tratamento de água. Além disso, esgotos domésticos e descarte de lixos também devem ser destacados como problemas crônicos.

De modo geral, podemos considerar como poluição de mares o descarte de esgotos e produtos químicos e tóxicos, além do petróleo, que provocam sérios prejuízos à fauna e microfauna, como plânctons, e também ao homem.

Pense que todos os dias os oceanos recebem milhares de entulhos e poluentes que afetam diretamente a vida de animais marinhos e a qualidade da água que chega nas residências e ambientes de trabalho.

Para você ter uma ideia, mais de 25 milhões de toneladas de entulho chegam ao oceano. Imagina a vida de uma tartaruga marinha ao ingerir sacolas plásticas, por exemplo. É tragédia na certa. Nesse cenário, mais de mil animais dessa espécie morrem por ano no Brasil.

É importante reconhecer que os oceanos são fonte de vida, uma vez que eles contam com uma imensa parcela da biodiversidade e fornecem recursos naturais preciosos para a sobrevivência de comunidades costeiras.

Em um cenário no qual 40% dos oceanos são considerados densamente afetados por ações do homem, é fundamental termos conhecimento de medidas que podem ser adotadas para salvar a vida nos oceanos e a qualidade da água. Vamos nessa?

Pare de utilizar as garrafas de plástico

Vamos ser sinceros? Você definitivamente já comprou uma garrafa de água e, logo após consumi-la, jogou fora, não é mesmo? Pois é, esse é um grande problema. Pense que essa atitude é replicada por milhares de pessoas do mundo todo. Pessoas comuns que têm o mesmo pensamento que você.

Você pode até não saber, mas apenas 25% de todo o plástico utilizado no planeta é reciclado. Ou seja, uma parcela considerável acaba despejada em oceanos e mares. É claro que a garrafa de plástico é o item mais encontrado.

Lembre-se que uma garrafa deste tipo demora mais de 450 anos para se decompor no meio ambiente. Ou seja, diversos problemas ele pode desencadear até desaparecer do planeta.

Pois é, as consequências para a natureza são as piores possíveis. Por isso, troque seus hábitos e substitua a garrafa plástica por uma de aço inoxidável que não seja descartável.

Se você fuma, descarte a bituca em lugares adequados

Ninguém pode ser responsável pelas ações que você toma com a sua saúde e seu corpo, não é mesmo? Isso porque você é livre para tomar suas próprias decisões, como fazer uso de cigarros.

Ouvimos dizer que fumar tira o estresse. Se isso é verdade ou não só especialistas da área da saúde podem afirmar, mas é certo que depois de uma dia estressante de trabalho em uma indústria de lençol de borracha, muitos buscam no fumo uma fuga. Ao fumar, qual é a primeira ação? Isso mesmo, jogar a bituca no chão.

Porém, ao descartar nas ruas, você está invadindo, mesmo que indiretamente, a vida e o espaço de outras pessoas e isso já deixar de ser uma decisão individualizada. Sim, cigarros são altamente prejudiciais ao oceano e pode trazer resultados bem negativos para a vida de milhares de pessoas.

Você provavelmente nem saiba mas, por ano, cerca de 4 milhões de bitucas são descartadas e acabam parando em mares e oceanos. E, por conter diversas substâncias químicas, quando um animal marinho ingere esse dejeto pode vir a óbito.

Seja consciente e jogue sua bituca em uma lata de lixo e não na rua ou em qualquer canto da cidade. Zelar pela cidade e pelo meio ambiente é uma tarefa coletiva. Não adianta, depois, cobrar por coletividade quando convier se você não contribui e faz sua parte.

Diminuir sua pegada de carbono

Graças aos oceanos, 25% da emissão de dióxido de carbono não chega em nosso sistema respiratório. Isso porque eles absorvem essa quantia mas, é claro, que com consequências irreversíveis.

Quando os oceanos realizam essa absorção, um fenômeno chamado “acidificação” das águas marinhas acontece. E ele ameaça uma ampla gama de espécies que vivem na água.

Não existe outra forma de combater esse fenômeno destrutivo se não com a diminuição das emissões de CO2. A luta é semelhante à do combate à mudanças climáticas.

Você, enquanto indivíduo, pode adotar medidas bem simples como andar de bicicleta ou transporte público ao invés de sair de carro. Além disso, diminuir o consumo de energia e usar energias solar e eólica. Então, tente utilizar esses tipos de energias na sua empresa de célula de carga, por exemplo.

Uma dica adicional é que você pode, sempre, fazer escolhas mais conscientes sobre o que comer e o que comprar.

Seja sempre um consumidor informado

Em pleno século XXI, não dá mais para consumirmos algo sem sabermos o que realmente o compõe. Precisamos estar sempre bem informados. Talvez você não faça ideia mas microplásticos estão presentes na pasta de dente que você compra, nas roupas que descarta e produtos de higiene que você decide abandonar.

Quando feito o descarte incorreto, eles acabam parando nos oceanos e, uma vez lá, dificilmente saem. Pense que por ser micro, só um intenso processo de limpeza o eliminaria. E com isso, cerca de 51 trilhões de microplásticos estão nos nossos mares atualmente.

E tudo isso é uma cadeia de situações: o animal marinho é afetado. Pessoas do mercado de frutos do mar vendem esse animal contaminado e com isso humanos são atingidos por isso.

Qual a única solução? Olhar os ingrediente e rótulos de produtos que compra. Você precisa ter conhecimento do que ingere e utiliza. Nesses casos, você saberá que os componentes contam com microplásticos e evitará consumi-los.

Daiane Santana

Daiane Santana é a idealizadora do Portal VivoVerde, nascida e residente de Minaçu/GO e há 12 anos escreve neste site. Formada em Engenharia Ambiental, pela UFT – Universidade Federal do Tocantins, pós-graduada em Gestão de Recursos Hídricos e Segurança do Trabalho. Atua como consultor, ministra treinamentos nas áreas de meio ambiente, segurança do trabalho e está a disposição do mercado de trabalho. Contato: contato@vivoverde.com.br | daiane@vivoverde.com.br | Twitter - @VivoVerde | Instagram: @DaianeVV | 063999990294

2 comentários em “Atitudes que podem ser tomadas para salvar os oceanos

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