Como a tecnologia está envolvida com o meio ambiente em vários âmbitos da sociedade

Recentemente, mais precisamente no ano de 2015 tivemos uma desagradável informação vinda da europa, onde um grupo veicular internacionalmente conhecido estava fraudando os resultados de poluentes de seus veículos, o grupo Volkswagen. Foi descoberto que os motores desenvolvidos pela empresa e homologados para rodar nas ruas europeias estavam sendo fraudados através de um software instalado nos veículos, esse com a função de alterar os resultados aferidos em máquinas que analisam o nível de poluente emitido pelo veículo usando determinado motor a combustão.

Mas calma aí, neste artigo não iríamos falar de tecnologia e meio ambiente? Sim, exatamente! E é a partir desse caso que eu começo a explicar como a tecnologia está envolvida com o meio ambiente em vários âmbitos da sociedade.

No século XIX tivemos a ascensão de veículos a combustão e como todos já sabem, veículos a combustão emitem gases prejudiciais ao meio ambiente, dentre eles o CO2 (dióxido de carbono), esse gás está entre os principais causadores do efeito estufa, que por conseguinte gera situações como aumento da temperatura, derretimento das geleiras, etc. O cientista John Tyndall por volta dos anos 1860 já realizava estudos sobre esse gás e os efeitos causados pelo mesmo ao planeta, só que, na época as máquinas e as  tecnologias embutidas nas mesmas não eram suficiente para chegar a um resultado claro que chamasse a atenção do mundo para essa situação, vindo a sociedade e seus representantes a darem mais importância ao efeito estufa, derretimento de geleiras, emissão de gases como o CO2, entre outros somente em décadas seguintes, onde outros cientistas prosseguiram  com os estudos climáticos no planeta. Em 1938 o cientista Guy Stewart Callendar fez uso de 147 estações meteorológicas para analisar o clima na terra; combinando o resultado de todas elas o cientista infelizmente não chegou a uma conclusão objetiva sobre as eras glaciais, porém observou em primeira mão que o mundo estava aquecendo e o que as geleiras estavam derretendo.

        Guy Stewart Callendar. Fonte: Google imagens

Já nos anos seguintes, outros cientistas deram continuidade ao trabalho de Callendar, como o Gilbert Norman Plass, que já dispunha de computadores e previu que nos anos 2000 a atmosfera terrestre teria 30% mais CO2 que em 1900. Alguns anos depois Charles David Keling apresentou ao mundo a curva de Kelling, essa utilizada até os dias atuais para analisar a concentração de CO2 na atmosfera.

Charles David Keeling e a curva de Keeling. Fonte: Google Imagens.

Nessa época a sociedade já tinha em mãos tecnologia suficiente para melhor analisar e prever o andamento da situação climática no planeta, então em 1986 na conferência de Toronto o clima foi posto entre os tópicos em debate e de lá foi estabelecido o serviço mundial de observação de glaciares (World Glacier Monitoring Service – WGMS), com sede na cidade de Zurique na Suiça; Passado mais um tempo surgiu também o IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) em tradução para o português: Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. E é através desse painel que hoje o mundo analisa e toma decisões sobre ações ambientais em diversos locais do planeta, tudo isso ocorre tendo como base as atividades constantes dessa organização científico-política.

Painel IPCC fonte: Google imagens

Ok, mas onde entra a tecnologia e o caso da Volkswagen nisso tudo? Vou explicar: sem a evolução tecnológica os cientistas não teriam conseguido provar que o aquecimento é real, pois não conseguiriam processar e combinar inúmeros dados suficientes para que essa análise fosse feita e que tivéssemos um resultado claro da situação, pois somente teoria e suposições por parte dos cientistas não eram o suficiente para que a sociedade tomasse decisões, e a partir dessas decisões é que entramos no caso do grupo VW. Na Europa e em outros continentes temos uma série de regras e leis ambientais a serem cumpridas e essas a cada dia tornam-se mais exigentes, fazendo com que a indústria como um todo se movimente e busque novas soluções para evitar a poluição nas cidades. Estamos entrando numa era no qual os carros a combustão estão saindo de cena e dando lugar a carros elétricos, esses com o objetivo de zero poluição. Empresas como a VW que já projetam ou tinham em rascunhos projetos de carros movidos a eletricidade estão andando a passos largos em seus desenvolvimentos e o grupo Volkswagen, como era de se esperar após o escândalo do dieselgate que arranhou a sua imagem se esforça em aplicar e desenvolver novas tecnologias para que em breve tenhamos veículos não poluidores do meio ambiente.

No mês de Junho/2019 a VW divulgou um vídeo mostrando um pouco do caminho que a mesma quer trilhar, onde a velha kombi a combustão é substituída por um projeto inteiramente novo e cheio de tecnologia, o ID Buzz. Nos links a seguir você pode conferir o comercial e conhecer um pouco desse veículo tecnológico.

Fonte: Youtube
Fonte: Youtube

No nosso próximo artigo, falaremos mais como é empregada a tecnologia no desenvolvimento de produtos diversos que visam tornar o meio ambiente livre de gases prejudiciais ao meio ambiente. Caso tenha alguma dica pu dúvida, comente aqui ou mande um e-mail para programacaopp@vivoverde.com.br

Pedro Paulo

Analista de negócios, apaixonado por projetos, viagens, filmes e tecnologia. Ciente do dever de preservação e consumo consciente dos recursos naturais, vos escrevo onde e como a tecnologia é utilizada em nossa planeta azul. Contato: E-mail - programacaopp@vivoverde.com.br | Twitter: @PPCarvalho6 | Instagram: @PPCarvalho6

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