Minimalismo: o menos é mais e o meio ambiente agradece!

Fala galera que vive verde! Cá estamos nós em nosso primeiro contato para falar de forma descontraída e divertida sobre a tão comentada e buscada VIDA SAUDÁVEL, e como um estilo de vida equilibrado contribui para a construção de um meio ambiente harmônico.

Fonte: Tokkoro

Para começo de conversa é importante destacar que um estilo de vida saudável abarca não apenas os cuidados voltados para a saúde (alimentação ponderada, cuidados médicos, atividade física), como costumamos pensar, mas implica na forma como nos relacionamos com nós mesmos e com nossas escolhas cotidianas. O meio ambiente também precisa ser apartado daquela ideia de que se trata apenas de florestas, rios, matas etc, considerando que é todo e qualquer meio no qual estamos inseridos: sua casa, cidade, trabalho, aquele parque que frequenta e outros. Combinado?

A par disso, nesse primeiro bate-papo trago um tema que revolucionou minha vida e tenho certeza que irá abalar as estruturas de vocês também: MINIMALISMO.

Muitos já ouviram falar desse estilo de vida em que menos é mais e o consumismo impulsivo é deixado de lado (tentem). Para aqueles que são adeptos a ideia é se livrar dos excessos e se concentrar naquilo que realmente traz realização pessoal e, sobretudo, sentido.

Tá. Excessos. Mas como assim, minha filha? Excesso de que?

Excesso de tudo, gente. Inclusive quero falar aqui da minha experiência pessoal. Segundo minha mãe, à época em que dei início a essa jornada, eu só não me desfiz de mim, porque o resto: reduzi meu relacionamento bancário para apenas uma empresa (pasmem, tinha 03 contas em 03 instituições diferentes, dinheiro que é bom, né? Nunca nem vi); todas aquelas roupas e calçados que não usava mais doei para ações sociais aqui da minha cidade; me desfiz daquela papelada que vamos juntado ao longo dos anos; livros antigos foram alimentar o imaginário de amigos; excluí das redes todas aquelas pessoas que não agregavam positivamente; as idas ao supermercado passaram a ser planejadas, compras apenas com lista e procuro não fugir daquilo que tracei; as blusinhas novas só entram depois de refletir bastante se serão necessárias e se sim, procuro fazer aquela pesquisa esperta de preços (ora, ora se não é o chamado consumo consciente); grande parte dos aplicativos que uso no celular tiveram suas notificações silenciadas por ai foi e continua indo.

Percebam que o minimalismo pode e deve ser aplicado nas mais diversas áreas da nossa vida, não havendo regras inflexíveis para tanto, sendo moldável as necessidades de cada um. Importante salientar, também, que como todo estilo de vida, a sua construção é lenta e gradual, se dá ao longo de todo um processo, pois imagino que ninguém seja ninja o suficiente para dormir de forma X e acordar Y, bem como não se trata de filosofia que prega a eliminação total do consumo, mas nos apresenta a caminhos mais equilibrados de levar a vida e nos ensina a nos blindar das garras do consumismo compulsivo e dos excessos que nos bombardeiam diariamente.

Assim, embora seja preciso dar o primeiro passo, não se culpe caso não consiga reduzir de uma vez suas idas ao shopping para comprar aquilo que não planejou (rs) e nem será do dia para a noite que conseguirá se livrar de pessoas que não te impulsionam a andar para frente ou daquele hábito de tomar suco trincando de gelado com canudinho plástico (o de alumínio ou valer-se de um copo de vidro é sempre a melhor opção, ok?).

Vejam que os preceitos minimalistas, ao pregarem a qualidade em vez da quantidade daquilo que possuímos e fazemos, refletem positivamente no nosso cotidiano, pois nos fazem enxergar a vida sob a perspectiva daquilo que realmente importa e faz sentido, nos abre para o que é, de fato, essencial. E adivinhem? Um consumo consciente beneficia diretamente o meio ambiente, pois está atrelado a um maior senso de responsabilidade e ao nos valermos somente daquilo que é necessário, acabamos demandando menos da cadeia produtiva que possui como fonte de matéria prima os recursos naturais.

Para fechar o nosso papo, deixo aqui uma indicação de documentário sobre o tema e que está disponível na Netflix:

“Minimalism: a documentary about important things” (“Minimalismo: um documentário sobre as coisas importantes”).

Natana Gonçalves Santos

Nascida em São José do Duro (Dianópolis/TO), mas palmense de coração, reside na capital mais jovem do país desde 2010. Sempre em movimento, acredita que a chave para se construir uma existência fluida e equilibrada está atrelada a um estilo de vida saudável e a uma convivência harmônica com o meio em que está inserida. Amante da natureza, aventureira, colecionadora de experiências e boas histórias, que ama se lançar em novos desafios. É formada em Direito pela Universidade Federal do Tocantins e atua profissionalmente como assessora jurídica junto ao Tribunal de Justiça do mesmo estado. Contato - Email: vidasaudavel@vivoverde.com.br | Twitter: natanags | Instagram: natanags

16 comentários em “Minimalismo: o menos é mais e o meio ambiente agradece!

  • 3 de junho de 2019 em 11:15
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    Excelente texto! Muito bem abordada a amplitude do conceito de meio ambiente juntamente com as ideia do minimalismo.

  • 4 de junho de 2019 em 9:24
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    Excelente!!! Parabéns!!! Queria imprimir e pegar autógrafo… mas fique calma, não farei!!! =)

  • 4 de junho de 2019 em 9:39
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    Até eu, ser da linhagem dos mamutes, 150 kg de pura massa muscular estou encantado com o seu texto. Obrigado por proporcionar conteúdo enriquecedor nessa rede a cada dia mais suja e sem coração. Estou encantado com suas palavras. Parabéns!

  • 4 de junho de 2019 em 9:48
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    Conceito difícil de ser vivido para pessoas como nós criadas e treinadas desde o nascimento para viver o contrário dos conceitos ideais de vida. Muito bem abordado por você, parabéns!

  • 4 de junho de 2019 em 10:06
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    Muito bem, vou enviar o link para minha esposa, ela realmente precisa ler isto. Obrigado.

  • 4 de junho de 2019 em 10:11
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    Esse assunto diminuiria o risco de contaminação ambiental com a redução do descarte de materiais, inclusive embalagens de produtos consumidos sem necessidade. Muito bom.

  • 4 de junho de 2019 em 10:14
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    Tema de grande importância, porém ainda ignorado por muitos, na maioria das vezes pelo fato de nossa rotina de dias corridos. Excelente abordagem, parabéns!

  • 4 de junho de 2019 em 10:29
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    texto muito bem elaborado, nos dias de hoje esse tema se torna cada vez mais importante. Parabéns pela sua abordagem

  • 4 de junho de 2019 em 10:37
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    É um excelente tema, deveria ser ensinado no curso de noivos para os nossos maridos entenderem que não é só no shopping que se vive o minimalismo, vale para a cerveja que eles bebem, os carros que compram e o tipo de combustível que cada carro usa também. Enfim, cabe em qualquer lugar a discussão. Gostei muito!

  • 4 de junho de 2019 em 10:50
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    👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

  • 4 de junho de 2019 em 10:51
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    👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

  • 4 de junho de 2019 em 11:33
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    Sempre acreditei que menos é mais…inclusive que o Estado tbm deve ser mínimo influenciando menos na vida das pessoas…o homem já estragou muito o solo a água e o usar usando de forma intensa…já está no hora de pisar no freio e degradar menos o que a mãe Terra nos oferece

  • 4 de junho de 2019 em 18:01
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    Parabéns!!!

    Que texto pratico, bem inscrito e inspirador 👏🏼👏🏼

  • 5 de junho de 2019 em 14:45
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    Que maravilha Natana!!!Fico muito feliz diante de um texto tão bem articulado e com um tema top.Parabéns!!!.

  • 5 de junho de 2019 em 14:47
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    Que maravilha Natana!!!Fico muito feliz diante de um texto tão bem articulado e com um tema top.Parabéns!!!.

  • 7 de junho de 2019 em 0:07
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    Que texto excelente e gostoso de ler! O minimalismo é realmente revolucionário. Parabéns pela abordagem!!!

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